Mostrando postagens com marcador Harmonizações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Harmonizações. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Saladas refrescantes para o cardápio de Ano Novo!

O verão começou, ou seja, altas temperaturas e uma necessidade por comidas e bebidas refrescantes, leves, sem aquela sensação de peso no estômago.

Eu adoro saladas! Não aquele amontoado de folhas verdes sem graça... Mas sim aquelas cheinhas de cores, aromas, sabores... Minha amiga Jane Prado, do Château de Jane, diz que sou a rainha das saladas. Adoro não só comê-las, mas prepara-las.



Por isso, para facilitar a vida de quem quer apreciar saladas não só no cardápio de Ano Novo, mas nos próximos dias enquanto durar o calor, selecionei saladas refrescantes que já foram publicadas aqui no blog. É só clicar sobre o nome da receita, ok!


Na taça? Um espumante nacional e um belo copo de água aromatizada!


Hidratação na medida.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Os vinhos da Sicília mais perto de nós!

A convite do jornalista e amigo Beto Duarte, editor do famoso Papo de Vinho, eu e outros jornalistas participamos de um jantar no restaurante Parigi, aqui em São Paulo, para a apresentação de novos rótulos italianos, da região da Sicília que estão chegando por aqui através da Italy's Wine: São os vinhos da Azienda Agricola Vasari Azienda Patrì.  


Falar da saborosa comida e do serviço impecável do restaurante Parigi é falar "mais do mesmo". Se você não o conhece, coloque-o na sua listinha dos restaurantes para se conhecer antes de morrer: não se arrependerá.

Então, vamos para os vinhos! Dos seis rótulos degustados, dois merecem destaque: o Patrì Solitario Bianco, elaborado 100% com a casta autóctone Inzolia. Com coloração amarelo palha, aroma delicioso de pêssego, um leve toque floral e um final de boca salgado, esse vinho foi, para o meu paladar, o melhor da noite. Quando fiquei sabendo do preço, gostei mais ainda: R$50,00! Ideal para os dias quentes que estão chegando... Fiquei imaginando esse vinho com um prato de petiscos à base de frutos do mar!!! Ai, ai, ai...


Na sequência partimos para os tintos. Meu destaque vai para o Mamertino Nero D'Avola, elaborado 100% com essa casta e com passagem de 6 meses por madeira. Apresentou aromas de frutas vermelhas, principalmente framboesas e cerejas. Na boca mostrou taninos finos e boa acidez. O preço não é tão bom quanto o branco, mas vale a pena experimentar: Sai por volta dos R$ 100,00. 

Jantar impecável, vinhos saborosos e organização exemplar. É, Beto Duarte se supera a cada dia!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Uma noite, dois vinhos, três pratos e quatro amigos!

Adoro encontros na sexta-feira à noite! Parece que o final de semana rende mais, né? Por isso não perdi tempo em aceitar o convite para jantar com a blogueira mais linda e doce desse mundo dos vinhos - Jane Prado, do Château de Jane.

O jantar, preparado por Jane e Alessander Guerra (autor do livro Sex and Kitchen e do site Cuecas na Cozinha) - estava indefectível: Bruschetta de queijo brie com abobrinha e redução de aceto balsâmico, risoto de legumes e, de sobremesa, um petit gateau que derretia na boca!

Ah, pode ter jeito melhor de começar o final de semana? Duvido!

Para beber, começamos com o melhor espumante brasileiro, o Estrelas do Brasil Nature 2007!!


Coloração dourada encantadora! Na boca mostrou excelente persistência, com notas de mel e amêndoas, que harmonizou em cheio com a bruschetta. Delícia!! Dica: Entra no site da vinícola Estrelas do Brasil e compre essa garrafa por R$80. Você não vai se arrepender!

Na sequência fomos com um Riesling da Nova Zelândia, o Hunters 2011.


Esse vinho foi um presente de Jane para mim. No final de 2013 participamos de um amigo secreto patrocinado pelo site Wine e ela me sorteou!

Extremamente aromático! Sabe aquele vinho que contêm toda a tipicidade de uma casta? É esse! Todos os aromas característicos da Riesling estavam lá, em especial o querosene, a maçã verde, o limão siciliano e um leve toque de flor.

Dois vinhos impressionantes, que ficaram ainda mais incríveis diante da boa comida e do bom bate-papo!

Sim, a vida com amigos e vinhos é sempre melhor!

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Dos deuses para a taça

Como Saul Galvão dizia " A Grécia conhece e sabe fazer vinhos há mais de 34 séculos, foi o berço da cultura vinícola". Mas sinto que o interesse por esses vinhos no Brasil é um movimento recente. 

Como adoro a oportunidade de experimentar vinhos diferentes, sempre que encontro um vinho grego dou um jeitinho de degusta-lo. O último que experimentei foi o Rapsani Grand Reserve 2005, da gigante produtora Tsántali - a maior produtora de vinhos gregos e uma das maiores do mundo.


Elaborado 100% com uvas gregas: Xinomavro, Krassato e Stavrotó (nomes simples e fáceis de serem memorizados!!!), esse vinho, com 9 anos na garrafa, em nada lembra um vinho com tal idade. 

Muita intensidade e complexidade aromática: notas terrosas, frutas vermelhas maduras e alguma especiaria. Na boca mostrou taninos amaciados, mas bem intensos, acidez equilibrada, notas de frutas vermelhas, frutas negras, ligeira pimenta e um toque de madeira bem integrado ao vinho. Macio e persistente, um vinhaço! 

Ele passa 18 meses em barricas de carvalho francesa e mais 18 meses em garrafa antes de ser comercializado. Um vinho com belo potencial de guarda. Adoraria ter mais uma garrafa para abri-lo daqui a uns quatro anos, só para perceber sua evolução.

A importação e a distribuição desse vinho aqui no Brasil é feita pela Freeway Ecommerce. Site com vários vinhos e comidinhas gregas. Vale o clique.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Chianti, um típico vinho da Toscana

Uma terra bela e fértil, detentora de uvas como Sangiovese, Canaiolo, Trebbiano e Malvásia. Com essa matéria-prima esta região produz verdadeiras joias engarrafadas.

Sua localização? Entre duas das grandes potencias alguns séculos atrás, Florença e Siena. 

O que esperar disso? Uma disputa por territórios é claro. Mas não uma disputa comum; uma terra tão encantadora não pode ser manchada com sangue de batalhas. Uma terra assim deve ter uma lenda à altura, e aqui vai ela:

As duas cidades decidem que para delimitar seus territórios e definir de uma vez por todas quem seria o grande detentor de tal tesouro no meio da Toscana, seriam escolhidos dois cavaleiros. Estes homens teriam como missão partir de cada cidade ao mesmo tempo em sentido a outra, para então se encontrarem no meio do caminho e assim desenhar a tão sonhada fronteira.

Escolhidos os bravos que realizariam tal façanha pela gloria de sua cidade, definiram uma regra. Os cavaleiros só poderiam partir depois que o galo cantasse pela manhã seguinte.

O povo de Siena escolheu um galo branco, grande e forte, bem alimentado e com um canto sem igual. Já Florença optou por um galo negro, magro e ainda com fome.

O resultado? O galo negro cantou bem cedo na manhã seguinte, pois estava faminto. O cavaleiro de Florença avançou em disparada para Siena. Quando o belo galo branco resolveu cantar, o Florentino já estava com uma larga vantagem.

Os dois cavaleiros encontraram-se próximo de Siena e com isso Florença ganhou a região de Chianti. Para lembrar e homenagear o grande herói responsável por esta conquista, deste dia em diante um “Gallo Nero” embeleza as garrafas de vinho de Chianti. 


Confesso que acho essa história espetacular. Mas depois que estive na região da Toscana, no ano passado, percebi que não só a história é incrível, mas também toda essa região: Florença, Siena, Pisa, San Gimignano, dentre outras, nos fazem suspirar a cada esquina. As cidades, as vilas, as casas com telhados terracotas, ...


O tempo ali corre diferente. É preciso ter olhos atentos para não deixar de apreciar cada fração do tempo.


Por isso, quando tiver a oportunidade de conhecer essa região, não deixe de visita-la!

Eu, sempre que penso na região de Chianti, penso no Chianti Clássico. Acidez elevada (do jeitinho que gosto), taninos equilibrados, aromas de frutas e um leve toque de flores. Normalmente se mostram robustos, com bom corpo. Vale lembrar que esse vinho, para ter a DOCG Chianti Clássico precisa ser elaborado, no mínimo com 80% da casta Sangiovese. No restante da elaboração pode-se usar as castas Canaiolo, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah

Um dos que mais me encantaram foi o Chianti Classico Banfi 2011, que tive a oportunidade de degustar em um jantar em Siena.


Realmente inesquecível!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Elaborando um menu afrodisíaco!

Alessander Guerra, autor do site Cuecas na Cozinha e dos livros "Escola de Maridos e Afins" e "Sex and the kitchen", ministrará uma aula para ensinar a elaborar um cardápio afrodisíaco completo para o dia dos namorados (ou para qualquer dia que você queira).

A ideia é sensacional, não acha?


O local escolhido, o Armazém do Barão, conta com um espaço delicioso, verdadeiro achado para gourmets no bairro do Campo Belo, aqui em São Paulo.


Os tópicos abordados serão:

*Como olhar produtos nas prateleiras e ter ideias para diversos menus;
*Temperando Azeites;
*Entrada com brie e mel;
*1 massa – 3 molhos ou coberturas bem diferentes;
*Uma sobremesa e várias possibilidades – morango, balsâmico e chocolate;
*Café com cardamomo acompanha biscoito.
*Harmonização com Espumante que será servido durante a aula.
*Ao final do workshop todos ganham a primeira edição autografada do meu livro Escola de Maridos & Afins.

Serviço:

Data: 29 de maio (quinta-feira) 19h30 às 22h30
Rua Edison 930 – Campo Belo
Telefone para reservas: 11 5096-2862
Forma de Pagamento: Depósito em conta corrente
Apenas 12 vagas
Investimento: R$150,00

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Riesling Canadense #CBE

Fui a responsável por escolher, neste mês que passou, o tema para a Confraria Brasileira de Enoblogs. Uma honra e tanto! E você, adivinha minha escolha?

"Depois de receber o convite eu pensei bastante no tema que escolheria, mas percebi que não posso fugir da minha essência. Quem me conhece sabe que sou aficionada por vinhos elaborados com a casta Riesling. Se eu encontro um rótulo diferente, lá estou eu comprando-o. Por isso, o tema da CBE deste mês é um vinho elaborado com a querida Riesling, de qualquer região e em qualquer faixa de preço!" Previsível, não! 

E, já que era a minha grande estreia na escolha do tema, quis estrear também um vinho de um país que eu nunca havia escrito: o Canadá!

Sim, o Canadá! Apesar de possuir uma área considerável que permanece boa parte do ano congelada, existe sim uma produção de vinhos por ali. A região mais importante é a Niagara Península. O lago Ontário é o responsável pela adaptação das videiras, já que ele ameniza o efeito das massas de ar vindas do Ártico. E, a casta que melhor se ajustou a esse clima foi a nossa queridinha!

O vinho escolhido para esse post foi o Cave Spring 2009, comprado na Casa Flora, por R$100,00.


Aromas de pera e melão bem fresquinho, notas minerais leves e um ligeiro aroma de lichia ao fundo. Na boca mostrou acidez crispy, bastante frescor, e um final de boca com azedinho de limão siciliano. Aprovado!

Para harmonizar, aspargos assados com azeite e pimenta e depois enrolado em uma suculenta fatia de prosciutto.

               

A minha maior ansiedade agora é poder ler tudo o que os colegas blogueiros escreveram para eu por em minha listinha!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Dunamis Tannat 2012

Na noite de quarta-feira aconteceu o lançamento do novo rótulo da vinícola Dunamis: o Tannat 2012.


Segundo os jovens enólogos Thiago Peterle, 24 anos, e Vinícius Bortolini Cercato, 25 anos, a ideia foi a de criar um vinho livre de convenções, para combinar com diferentes estilos, paladares e momentos: sozinho para relaxar, em um encontro com os amigos, no almoço de família ou no jantar a dois.

E, seguindo essa premissa, o lançamento dele não poderia ter sido diferente: O famoso estúdio de música YB, aqui em São Paulo, foi o local escolhido para a divulgação. 

Na entrada alguns drinks com espumantes já nos davam as indicações de que, realmente, esse pessoal enxerga o vinho como nós aqui do Taças e Rolhas - sem frescuras...

E, dentro de um dos vários estúdios da YB, tudo montado para um pocket show com a Blubell. Ambiente ideal para um vinho que chega com essa proposta moderna.


O Dunamis Tannat 2012 apresentou aromas bastante frutados e, na boca, me surpreendeu por não apresentar aquele corpo pesado comum aos Tannat. Produzido na Campanha Gaúcha, no sul do Brasil, ele passou 12 meses em barricas de carvalho americano e mais um ano em garrafa. Vale a pena experimentar!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Mais um vinho de supermercado!

Como você já sabe, eu e Jane Prado, do Château de Jane, publicaremos, na primeira quarta-feira do mês, um vinho comprado no supermercado com o preço máximo de R$30,00. Nossa intenção? Promover e difundir o vinho. Mostrar que existem boas opções com preços acessíveis e que podem ser compradas, sim, no supermercado.

O nosso primeiro post (sucesso em acessos) você pode ler aqui.

O vinho de hoje é um português do Alentejo, o S de Sol 2012.


Comprado no supermercado Pão de Açúcar, na loja do bairro do Tatuapé por R$27,00, esse vinho mostrou-se bem gastronômico, daqueles que imploram para que você o compartilhe com comida. No nariz apresentou aroma marcante de camomila. Na boca mostrou cremosidade, acidez discreta, média persistência e um final marcado por álcool que o desequilibrava um pouquinho.

Quer saber a opinião de Jane Prado sobre esse vinho? Clique aqui.

terça-feira, 18 de março de 2014

Vinho e Rio de Janeiro: harmonização perfeita!

Alguns vinhos ficam mais agradáveis quando bebidos em ocasiões e/ou lugares específicos afinal, quem nunca degustou um vinho em uma determinada situação e ele pareceu ser sensacional? De repente, algum tempo depois, você decide abrir o mesmo vinho e ele se mostra tão sem graça... O inverso também acontece - às vezes um vinho sem graça, quando tomado em uma situação diferente, se mostra grandioso e inesquecível! Por que será que isso acontece?

Acredito que muitas vezes o ambiente influencia em nossa percepção subjetiva do vinho. Vale lembrar que estou falando de uma situação de descontração. Um avaliador de vinhos precisa (e deve) manter seu olhar objetivo, para analisar de modo mais crítico possível.

O Encontro de Vinhos no Rio de Janeiro, que aconteceu na última quinta-feira, me fez pensar que qualquer vinho deve ficar incrivelmente bom diante daquelas paisagens naturais. Imaginei um vinho para ser bebido no entardecer na Pedra do Arpoador, ou no amanhecer da Lagoa, ou a qualquer instante em qualquer lugar da orla carioca e percebi que (com o olhar subjetivo) qualquer vinho mediano se tornará grande diante de tal espetáculo.

quarta-feira, 12 de março de 2014

DonnaFugata e Ilha de Capri

Há tempos preciso contar sobre um vinho incrível que degustei, mas sempre acabava adiando e...

Quando estive na Itália, tive a oportunidade de conhecer Ilha de Capri e, confessemos, quando se fala em Ilha de Capri, logo pensamos nos Faraglioni: os três picos de rochas saindo do mar a poucos metros da costa. Essas monstruosas pedras tem, em média, 100 metros de altura e um nome para cada uma delas: o primeiro unido a terra se chama Stella; o segundo, separado do primeiro por um pedaço de mar, Faraglione di Mezzo e o terceiro Faraglione di Scopolo.


Passeamos de barco pertinho dos Faraglioni. Depois fomos conhecer o também famoso Jardins de Augusto e apreciar a ilha do alto.

Ver Capri do alto é inenarrável. A cor do mar é absurdamente azul-esverdeada!



Lembro-me de ver propagandas de perfume mostrando essa paisagem e eu sempre achando que as cores eram tratadas no photoshop... Foi maravilhoso descobrir que aquele tom de azul é real!

Decidimos que nosso almoço teria de ser por ali. Queríamos um restaurante que nos proporcionasse a contemplação desse lugar tão incrível. Optamos pelo Il Gerânio, que nos permitia essa visão.


Primeiro de tudo escolhemos o vinho. O eleito foi o Polena 2012. A vinícola é a DonnaFugata, já comentada por aqui.


Elaborado com as castas Catarratto e Viognier, esse vinho apresentou aromas frutados, minerais e um leve toque floral. Notas cítricas e uma acidez crocante fizeram a minha alegria! Fresco, leve, perfeito para a Insalata di Mare...



Esse rótulo ainda não é comercializado no Brasil, mas todos os outros vinhos desse produtor são trazidos pela importadora World Wine.


Contemplar uma paisagem acompanhada de um bom vinho, é garantia de harmonização perfeita!

sexta-feira, 7 de março de 2014

As mulheres no mundo do vinho

Sabemos que no mundo dos vinhos os homens ainda são maioria. Tanto em relação aos enólogos quanto aos jornalistas de vinho. Felizmente, esse quadro vem se transformando e, a cada dia, encontramos mais mulheres obtendo sucesso nessa área.

A importadora Portus decidiu homenagear as jornalistas, sommelières e enólogas, organizando um almoço feminino: Algumas jornalistas foram convidadas a almoçar no Bravin, comandado por uma das melhores sommelières do Brasil, Daniela Bravin. Lá, degustamos vinhos de duas enólogas cheias de qualidades: Filipa Tomaz da Costa, da Quinta da Bacalhôa e Corinne Seely, da Quinta da Romaneira.

Ao longo do nosso almoço pudemos conversar e analisar a real situação da mulher no mercado do vinho: Não tem sido fácil - para se ter uma ideia, todas as que estavam reunidas nesse almoço tinham uma boa história para contar sobre o fato de serem mulheres conquistando esse espaço. Apesar das dificuldades, o trabalho feminino vem se mostrando sólido, bem fundamentado e bem feito. Cada vez mais buscamos cursos de aperfeiçoamento e viagens para aprimorar nossa produção, seja jornalística ou enológica.



Diante de conversas tão enriquecedoras, a nossa jornada gastronômica se organizou da seguinte forma: uma entrada de ceviche misto


Que foi harmonizado com o refrescante Quinta da Romaneira Branco 2012.


Na sequência uma barriga de porco com chucrute, purê de maçã e morcilla - meu prato favorito da casa!


Harmonizado com o Quinta da Romaneira Rosé 2011.


Um prato de bochecha de boi que desmanchava na boca


Acompanhado do clássico Quinta da Bacalhoa 2011


E, para o brinde final, um Moscatel Roxo 1998!!!


Já dizia Mario Quintana que "são os passos que fazem os caminhos". Então, sigamos em frente! A jornada é longa e o caminho não é dos mais fáceis!

Feliz Dia da Mulher!

quarta-feira, 5 de março de 2014

Comprando vinhos no supermercado!

Um dos maiores desejos do Taças e Rolhas é que o consumo de vinhos cresça em nosso país. Empenhada nisso, e unida ao blog Chatêau de Jane, de Jane Prado, gostaria de informar que toda a primeira quarta-feira do mês será dedicada a escrever sobre um vinho de até R$ 30 e que possa ser comprado facilmente em algum supermercado.


A ideia surgiu justamente porque, com frequência, nossos amigos e leitores nos perguntam sobre esses vinhos. Sabe aquela história de ir ao mercado para comprar os ingredientes para o jantar e aproveitar para comprar uma garrafa de vinho para a refeição? Isso acontece com muita gente e, "como escolher diante de tantos rótulos"? Ou, "qual vinho combina melhor com o prato que vou preparar"? Ou ainda, "será que vinho barato é, necessariamente, um vinho ruim"?

Então, mensalmente, vamos responder a essas e a outras dúvidas que possam surgir. E você está mais do que convidado a palpitar e dar sugestões e/ou indicações de rótulos que você gostaria que experimentássemos antes de você efetivar sua compra!

Todos os vinhos comprados em supermercados aparecerão com a tag supermercado, no canto direito do blog, para você encontrar facilmente.

Para começar, nosso primeiro vinho é um branco chileno de R$19,90, comprado na rede Zaffari, do shopping Bourbon, aqui em SP: o Viu Manent Clásico Sauvignon Blanc 2012.


Com coloração amarelo palha e reflexos esverdeados, o vinho apresentou aromas de aspargos e uma nota refrescante de limão siciliano. Na boca mostrou frescor, acidez elevada e média persistência. Um vinho simples, perfeito para iniciantes em um almoço em família: Abra-o para fazer o brinde inicial! Vinho que não pede comida. Um bom bate-papo harmonizará em cheio com a sua proposta despretensiosa.

Deixe a garrafa bem geladinha e aproveite os últimos dias de calor!

Essa foi minha opinião sobre o vinho. A opinião de Jane Prado está aqui. Não deixe de ler.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Consulado italiano traz produtores que buscam importadores

Em nome do ICE Agenzia – Departamento para a Promoção de Intercâmbios da Embaixada da Itália, fui convidada a participar de uma degustação especial na sede do Consulado Geral da Itália em São Paulo, na última terça-feira.

Lá estavam cinco produtores das regiões do Piemonte e Lazio apresentando, pessoalmente, seus vinhos e buscando importadores aqui no Brasil.

Tive a oportunidade de degustar vinhos deliciosos, mas destacarei dois rótulos em especial:

O primeiro foi o Roero Arneis DOCG 2013, do produtor Cornarea.


Roero é uma região que está fora da delimitação Langhe. E a uva, Arneis, é autóctone do Piemonte

Que vinho diferente, meu deus!!! Fruta branca, principalmente pera, abacaxi e maracujá; um leve toque floral, uma pegada mineral intensa, acidez equilibrada, um final de boca loooooongo. Segundo o enólogo, que nos explicou passo a passo a elaboração do vinho, uma harmonização desse com uma pasta ao pesto liguriano é perfeito! (Alguém pode trazer esse vinho logo para o Brasil!!!)

O outro destaque foi para o Langhe DOC Nebbiolo 2012, do produtor Pertinace.


Vinho com coloração levemente arroxeada. Muito perfumado, repleto de notas de frutas vermelhas. Na boca mostrou estrutura média, jovialidade e frescor na medida para nossos dias quentes. É daqueles que devem ser servidos bem fresquinho. Aprovado!

Espero reencontra-los, em breve, em uma importadora perto de nós.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Carpaccio de Abobrinha e um Riesling pra lá de especial

Esse calor pede uma comida leve e um vinho refrescante, não é mesmo? E como já fazia tempo que não postava uma harmonização, decidi compartilhar com vocês uma saladinha rápida e revigorante com um vinho branco bem delicioso!

Sou fã de uma salada que aprendi em um programa do Jamie Oliver: salada de abobrinha com limão siciliano e pimenta dedo de moça. Basta fatiar a abobrinha em tiras bem fina (faça isso com o descascador e os cortes sairão perfeitos), tempere com limão siciliano, sal, pimenta dedo de moça bem picadinha e voilà! Está pronto. Se você quiser incrementar, pode colocar queijo de cabra. Mas não coloque pimenta rosa, como eu fiz nessa que fotografei. Os sabores não combinam.


Para harmonizar, fomos com o Riesling alemão Schloss Lieser 2012, do produtor Thomas Haag.



Aromas minerais, um toque de pinho, pêra e maçã. Na boca apresentou bom corpo, boa acidez, frescor e sabor de frutas brancas bem fresquinhas.

A harmonização com o vinho, para aquelas pessoas que apreciam sabores mais ácidos, foi perfeito! As notas de pera e maçã do vinho uniram-se, deliciosamente ao limão siciliano da salada!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Vinho, algodão doce e Blubell

Seguindo com as harmonizações enomusicais promovidas pelo Winebar e pela Wines of Argentina, o outro vinho que recebi foi o Lagarde Rosé Blanc de Noir, 2012.


Elaborado com 50% de Pinot Noir e 50% de Merlot, esse vinho apresentou um tom avermelhado bem vivo, diferente dos rosés que, normalmente, tem tons de salmão. O aroma mais marcante foi aquele do açúcar meio queimadinho, quando se prepara um algodão doce! Mas notas de frutas vermelhas aparecem também, principalmente morangos e cerejas.

Na boca tem média persistência, notas de frutas vermelhas e um final de boca adocicado que, mais uma vez, me remeteu ao algodão doce da infância!

Diante desse quadro, a canção que escolhi, dentro da playlist dos organizadores da degustação, para harmonizar com esse vinho foi "Música", da Blubell.


Por que escolhi essa canção? Por um simples motivo: o aroma de algodão doce, somada a nota adocicada do final de boca do vinho, me fez lembrar imediatamente quando eu era criança e escutava a corneta do vendedor de algodão doce que passava em minha rua... Lembro que ele passava com aquele monte de algodões coloridos, como um arco-íris em suas mãos.

Visão nostálgica de um passado feliz, daqueles que daríamos qualquer coisa para poder reviver.

A música de Blubell me traz o mesmo ar nostálgico: De uma uma infância/ juventude leve, bem vivida, de mocinhos com gel no cabelo e de mocinhas com seus vestidos esvoaçantes... Tudo tão doce, como o final de boca desse vinho, tão doce como o aroma de algodão doce, tão doce como a voz de Blubell.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Mercedes Sosa e vinho de sobremesa: Potência e doçura!

No mês de dezembro aconteceu um Winebar pra lá de diferente: Com o apoio da Wines of Argentina, cada blogueiro convidado recebeu duas garrafas de vinhos, com a proposta de harmoniza-lo com música! E, como você já leu por aqui, música e vinho é o tipo de harmonização que adoramos!

Aceitamos o desafio e aqui vai a nossa primeira harmonização:

Enviaram-me o vinho de sobremesa Dolcissimo by Omnium, da Viniterra.


Quem me conhece sabe que só bebo vinho de sobremesa em casa. Gosto de, ao degusta-lo, estar em silêncio, pensando na vida, ou lendo um livro, ou ainda escutando uma boa música. Não tem por onde, em minha mente, vinho de sobremesa é vinho de meditação e, para isso, preciso estar eu e eu mesma.

Não tive dúvidas ao prova-lo: com suas notas de frutos secos, damasco, pera e maçã, associando doçura e acidez, pensei, refleti, relaxei e selecionei a música "Gracias a la vida", de Mercedes Sosa para a harmonização. Confesso que ficou perfeito!

Assim como o vinho de sobremesa, a canção de Mercedes Sosa nos leva à reflexão da vida: os momentos bons, ruins, felizes e tristes, sentimentos inerentes à vida de qualquer pessoa. Uma música de ritmo leve, mas bem marcado, com uma voz única e intensa. Assim como uma garrafa de vinho e a vida de cada um de nós: singular!

Sentada ao sofá, escutando a canção, refletindo a vida, relembrando momentos... Esse encontro foi além do enomusical. A voz de Mercedes Sosa funciona como porta-voz de angústias e anseios humanos e o vinho também traz à tona esses sentimentos.  

"Gracias a la vida" é uma canção que nos emociona porque, apesar das dificuldades e das lutas diárias, alimentamos nossa alma e renovamos nossas energias. Faz pensarmos em tudo o que temos e quão gratos devemos ser.

Uma voz que, como o vinho, é doce, mas tem potencia e força!


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Mais vinho em 2014!

2014 começa hoje aqui no Taças e Rolhas. Ou seja, posts fresquinhos com novidades, eventos, cursos e, claro, os vinhos que degustamos por aí e as famosas harmonizações, seguirão a todo vapor! Tudo sempre com leveza e descontração afinal, ninguém aqui quer fazer o papel do enochato, não é mesmo? 

Mas teremos algumas novidades também, com o objetivo de realizar o maior sonho do Taças e Rolhas para 2014. Sabe qual é? Que todos nós coloquemos mais vinho no nosso cotidiano!

Leitor, já pensou em colocar mais vinho no seu dia a dia. Não precisa esperar uma data especial para abrir uma garrafa. O dia especial é hoje, a vida é hoje.

Você pode abrir um vinho com os amigos, com os familiares, ou sozinho...


Você pode abrir uma garrafa em uma festa de aniversário, no jantar, no almoço, no churrasco, na piscina, na praia...


Pode ser vinho com uma refeição pensada e estudada para harmonizar, mas também pode ser com pizza, hamburguer, pastel, coxinha e até pipoca...


Você pode bebê-lo apreciando uma paisagem incrível,


lendo seu livro preferido do momento, 


Escutando música ou ainda assistindo ao filme, à novela e ao futebol da tv. 


E se não quiser beber vinho, faça um drinque com ele!


O importante é sempre se lembrar que o vinho não requer glamour, nem frescuras, ele só quer sair da garrafa e alegrar a vida! 

E então, que tal um 2014 com mais vinhos em nossas vidas!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Espumante Pizzato para brindar 2014!

Chegamos à última semana do ano e, com isso, iniciam-se os preparativos para as festas e brindes do Réveillon. Essa comemoração, mais do que qualquer outra data festiva do ano, está muito associada ao consumo de espumantes. Embora eu ache que os espumantes devam fazer sempre parte das nossas conquistas diárias.

Por isso, hoje segue mais uma sugestão de espumante com qualidade. Os eleitos de hoje são os espumantes da Pizzato, elaborados pelo método tradicional (champenoise), ou seja, aquele em que a segunda fermentação acontece na garrafa.


O Pizzato Brut Branco apresenta coloração amarelo-claro e reflexos esverdeados, perlage fina e abundante. Os aromas de flores brancas, frutas cítricas e pão são intensos. Na boca a acidez é bastante equilibrada, bom corpo, refrescante e cremoso.

O Pizzato Brut Rosé, além de lindo na taça é outra delícia! Aromas de morangos, cerejas, frutas cristalizadas e leve pão tostado. Na boca, muitas frutinhas vermelhas, com acidez e álcool equilibrados, bom corpo, seco, refrescante e cremoso.

O preço? Entre R$40,00 e R$45,00. Você vai adorar, pode apostar!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Salton Prosecco Brut 2013

Desde agosto de 2009, a uva italiana Prosecco, que dava nome ao espumante feito na região do Vêneto, chama-se Glera. Prosecco, agora, é o nome da região demarcada.

Ainda assim, alguns produtores brasileiros utilizam o nome Prosecco em seus rótulos. É o caso do Salton Prosecco.


Mas vamos deixar a legislação de lado e nos concentrar no espumante. 

Com coloração amarelo palha bem suave e reflexos esverdeados, esse espumante apresentou boas notas florais e de frutas frescas como maçã e pêssego. Na boca mostrou boa acidez, cremosidade e excelente persistência. Leve, fresco, combina com os mais diversos paladares. Garantia de sucesso nas festas! Preço? R$30,00 a garrafa!