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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Festival do vinho sul-americano em SP, na próxima sexta-feira

Brasil, Argentina, Chile e Uruguai são os países da América do Sul mais conhecidos quando falamos em vinhos. 


Juntos, eles dominam a participação no mercado brasileiro em quase 80% dos vinhos finos vendidos. O Chile é o líder de importações seguido da vizinha Argentina e, embora o Uruguai não esteja entre os primeiros colocados do ranking, posso garantir que os vinhos são excelentes; as pessoas só precisam descobri-lo.

Por isso, venha conferir essa diversidade no Festival do Vinho Sul-Americano, organizado pela SBAV-SP (Associação Brasileira dos Amigos do Vinho de São Paulo). O evento será no Hotel Golden Tulip Paulista Plaza, em São Paulo, e promete atrair os profissionais do mundo do vinho e, principalmente, o consumidor final, já que alguns dos rótulos degustados também estarão à venda.

De acordo com Rodrigo Mammana, presidente da SBAV-SP, o evento acontece em um período estratégico do mercado: “Estamos em um bom momento para promover o vinho sul-americano devido às festividades de final de ano que se aproximam. O Festival é uma oportunidade para quem quer adiantar as compras nesta época em que há um aumento no consumo de vinhos e espumantes”.

Então, anote na agenda: 

Festival do Vinho Sul-Americano 
3 de outubro de 2014 | Das 16 às 21 horas
Hotel Golden Tulip Paulista Plaza
[Alameda Santos, 85 – Jardins – São Paulo/SP]
Mais informações: (11) 3814-7905 | vinho@sbav-sp.com.br
Convites: R$ 30,00 (associados) e R$ 50,00 (não associados)

Nos vemos lá!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

2º Wine Blog Hunter e 20 vinhos que custam menos de R$50,00.

Depois de uma semana intensa, repleta de eventos, sento para começar a narrar os melhores momentos de tudo o que vi e, claro, experimentei.

Não poderia deixar de começar a narrativa pelo convite que recebi para participar do 2º Wine Blog Hunter. O projeto, organizado pelo jornalista Cesar Adames, contou com a seguinte proposta: 20 blogueiros convidados a participarem deveriam selecionar um vinho comercializado no Brasil e que tivesse um custo máximo de R$50,00 para o consumidor final. Na sequência, esses vinhos (dez brancos e dez tintos) participaram de uma degustação às cegas. A partir do resultado dessa degustação, elegeríamos o vinho branco e o vinho tinto da Expovinis com a melhor relação qualidade/ preço.

Ao mesmo tempo que é super divertido sair à caça do vinho, é sempre tenso afinal, todo mundo quer escolher um vinho sensacional para ganhar.

Os vencedores do 2º Wine Blog Hunter foram:


Na categoria vinho branco, o português Vila Flor Douro 2012, indicado por João Clemente, do blog Falando de vinhos, obteve a maior nota; na categoria vinho tinto, o vencedor foi o uruguaio Montes Toscanini Criado em Roble Tannat 2011, indicado pela consultora de vinhos Patricia Brentzel.

A lista completa dos indicados está logo aí abaixo. Vale a pena experimentar!


A sequência em que aparecem foi a estabelecida na degustação às cegas!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Axis Mundi 2002 #cbe

O Luiz Cola, do blog Vinhos e mais vinhos, foi o responsável por indicar o tema deste mês para a CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs: "Vinhos evoluídos! Degustando da safra 2004 pra trás, ou seja, vinhos com pelo menos 10 anos de idade".

Era o empurrãozinho que eu precisava para abrir o Axis Mundi 2002, que trouxe de uma viagem ao Uruguai. 


Axis Mundi é o vinho top da vinícola Pisano: um super tannat, elaborado 100% com uvas de vinhas velhas. E o vinho impõe respeito, viu! Extremamente complexo no nariz, com notas de frutas vermelhas e negras, além de notas de tabaco e couro. Na boca mostrou muita estrutura, elevada persistência e taninos macios. Daqueles que enchem a boca e te fazem refletir a vida!

Apesar do vinho já ter 12 anos na garrafa, mostrou que ainda aguenta mais descansando. Quero ver se compro outra garrafa para abri-lo daqui uns três anos! A Mistral o traz para o Brasil, mas se eu fosse você iria até Montevideo, conhecer aquela cidade encantadora e traria o Axis Mundi na mala!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Abraxas 2002 - o derradeiro!

Sumi, né? É que estou na loucura de final de bimestre, então eu fico sobrecarregada com as centenas de avaliações para corrigir... Mas confesso que não esqueci do blog, nem por um minuto!

Mesmo com a pilha de papel que se acumulava em meu escritório, encontrei tempo para degustar bons vinhos, na companhia de familiares e amigos, e fazer os meus registros.

Um desses foi o famoso uruguaio Abraxas 2002, da Dominio Cassis... Sim, é isso mesmo o que você leu, a safra era 2002. Consegui comprar minha garrafa por um acaso do destino, já que não é mais possível encontrar... Confesso que quando a peguei em minhas mãos, eu nem acreditei! Atualmente a safra vendida é a 2007!



Este vinho, elaborado 100% com a uva Tannat, passou 18 meses em barrica francesa nova. 

Quando abri a garrafa, me surpreendi (como eu esperava por isso!!!): Com 10 anos em garrafa, esse vinho apresentou uma coloração violácea de tingir a taça. Aromas de café, frutas negras maduras e couro se desprendiam. Duas horas depois de aberto ele ainda era altamente perfumado. Na boca apresentou taninos macios, elegantes e muito boa acidez. Apenas 600 garrafas foram produzidas nesta excelente safra. 

A harmonização foi com um risotto de limão siciliano (que passou do ponto), carré de cordeiro (preparado por Cristiano Orlandi, do blog Vivendo Vinhos), umas batatinhas assadas e uma saladinha...


O derradeiro Abraxas foi sucesso... Preciso comprar a safra 2007!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Jantar by Cristiano Orlandi

Fui convidada pelo blogueiro Cristiano Orlandi (do blog Vivendo Vinhos) para um jantar em sua casa, a alguns dias atrás. Esse convite aconteceu porque eu vivo pedindo receitas das coisas saborosas que ele fotografa e coloca no Facebook! Acho que ele cansou de me ver sempre aguada de vontade de comer a comidinha dele e preparou um jantar super especial para nos receber!

Assim que chegamos fomos recebidos com um espumante uruguaio, o Pizzorno Natural. Fresco e leve, como um bom espumante deve ser. Notas de maçã verde (minha favorita) e de ervas frescas se destacaram, harmonizando perfeitamente com uma boa conversa e boas risadas!


Elaborado pelo método champenoise, esse espumante apresentou um final de boca bem agradável, que harmonizou também com este lindo e saboroso polvo... 


Sabe aquele polvo que ao mesmo tempo é macio, e ainda assim apresenta uma casquinha crocante e saborosa? Era exatamente como essa delícia estava...

Em seguida partimos para um Verdicchio, o Verdicchio dei Castelli di Jesi, da Garofoli.


Eu comprei esse vinho seguindo a indicação de Beto Duarte (jornalista e blogueiro do Papo de Vinho) e da Cristiana Couto (jornalista da Folha de São Paulo), que comentaram sobre esse rótulo em uma conversa informal, enquanto nos divertíamos com arepas na casa do Evandro (blogueiro da Confraria dos Panas)... Mas essa história fica para outro dia!

Voltando ao vinho... Segui a indicação e deu super certo!! Essa delicinha, com um preço de surpreender, apresentou aromas de maçã, limão siciliano e um toque mineral. Na boca mostrou bastante acidez e deixou claro que pode ser bebido sem acompanhamento algum... Na beira da piscina, sozinho, ele faria sucesso. Harmonizou super bem com o polvo. Mas confesso que ele fez mais sucesso quando o Cristiano decidiu trazer para a mesa uma lasanha de queijo cottage, aspargos, cenoura e vagem ... Meu deus!!


Que delícia! Quase morro do coração! E eu que nunca repito um prato de comida, sucumbi e comi dois pratões! Irresistível!

Já não bastasse tudo o que comi, a Val (linda e simpática esposa de Cristiano), nos serviu uma deliciosa torta de chocolate com frutas vermelhas...



 e uma taça de vinho do Porto...


Com uma coloração de vermelho rubi intenso e notas de frutas caramelizadas, esse vinho harmonizou super bem com a torta de chocolate e me fez ter a certeza de que não há coisa melhor na vida do que comer bem, beber bem e compartilhar tudo isso com pessoas incríveis, como o Cristiano e a Val! Só posso agradecer a noite inesquecível que vocês nos proporcionaram... 

Eu poderia escrever muito mais sobre os detalhes dos vinhos e tal, mas tem horas que o melhor de tudo é curtir, não acham?

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Sobremesa em Montevideo

Eu não sou muito ligada em doces. Troco qualquer sobremesa por um belo prato salgado... Mas depois desse almoço e dessa garrafa de vinho no "El Palenque", eu precisava de um pouquinho de glicose para me reestabelecer...

Pedi o cardápio e nem sabia o que escolher afinal, tudo parecia tão gostoso...

Meu marido escolheu o Alfajor Helado - Massa de alfajor quebrada, recheada com frutas vermelhas, queijo mascarpone e chantilly.


E eu escolhi o Manolito (nome simpático para uma sobremesa!) - Creme de avelã, doce de leite, mousse de chocolate, envolto em chocolate meio amargo.


Preciso dizer que os pratos não eram apenas bonitos, mas também extremamamente saborosos... Fazia tempo que eu não comia uma sobremesa tão gostosa assim, bem untuosa, com sabores marcantes, mas sem ser enjoativa!

Não harmonizei com vinho nenhum, ou o navio partiria sem mim... Mas fiquei imaginando possíveis harmonizações... Um Porto para a primeira sobremesa e um Banyuls para a segunda... Será que com um Pedro Ximenez daria certo? Oh, dúvida cruel... E com um licor de Tannat? Precisarei voltar para saber a resposta!

Fica a dica para quem é bom em elaborações de sobremesas. Mas se for preparar o prato, leitor, não se esqueça de me convidar...

E mais uma coisa: Se você estiver em Montevideo, não deixe de conhecer as vinícolas. A Bodega Bouza, por exemplo, é super próxima ao porto... Pena que eu só descobri isso no horário da partida!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Passeando e harmonizando em Montevideo

Eu não conhecia Montevideo, e nem posso dizer que conheço muito bem agora. O navio só ficou um dia lá, e nós tínhamos até o comecinho da noite para voltar, ou seja, foi tudo muito corrido.

Assim que as autoridades locais permitiram nosso desembarque, pegamos a mochila e deixamos o navio. O porto, além de bem estruturado, tem uma super sinalização para turistas, com direito a placas indicativas de roteiros, pessoas que falavam não só espanhol, mas inglês também, distribuindo o mapa bilingue da cidade. Ou seja, nenhuma possiblidade de você se perder por entre os navios atracados ou pelas ruas da cidade!! (Oi Porto de Santos, chegou a hora de aprender com los hermanos uruguayos...)

Eram nove horas da manhã e já estávamos com o mapa em mãos para conhecermos Montevideo, ou pelo menos o centro velho deles.

Fizemos tudo a pé... Saímos do porto em direção aos museus, mas estes estavam ainda fechados, devido ao horário. No caminho nos deparamos com esse pitoresco mercado de frutas...


Essas cores deixam qualquer foto sensacional, não é mesmo?

Nessa "Ciudad Vieja", como os uruguaios se referem ao bairro mais antigo de Montevideo, é possível percorrer um circuito que nos leva, graças às construções arquitetônicas, para o século XVIII. Edifícios históricos, praças e vielas encantadoras, sempre cercados pelo brilhante Rio da Prata.

O melhor de sair caminhando é que podemos conhecer cada pedacinho da cidade, com suas características peculiares, fugindo do circuito turístico. Assim, conseguimos aprender um pouquinho dos costumes, da rotina daquela gente toda... Por exemplo, descobrir praças com comércio de coisas antigas ou os bares frequentados pelos intelectuais da cidade...




Isso só se descobre xeretando mesmo... Nenhum guia turístico vai trazer esse tipo de informação... E foi nessa caminhada que descobri uma loja de vinhos muito bacana: Alvear Exquisitices. Foi lá que eu encontrei, quando já estava concluindo as compras, o vinho Axis Mundi!


Fiquei tão feliz... O vendedor devia achar que eu sofria de alguma perturbação, pois fiquei realmente muito contente por ter encontrado esse vinho nessa caixa tão linda. Mas deixe ele pensar o que ele quiser, não é mesmo? Saí de lá com 6 garrafas de vinhos. Além do Axis Mundi, comprei o Monte Vide Eu, Bouza Tannat A6, e mais outros que não me lembro...

O que fazer com aquelas garrafas? Voltar ao navio era o mais sábio a se fazer... Caminhamos de volta ao porto, entramos no navio, guardamos nossas garrafas e saímos novamente para continuar descobrindo Montevideo.

Nessa altura do dia, depois de tanto caminhar sob um sol de 39ºC, a fome começou  a apertar... Foi aí que decidimos voltar a encarar o fato de sermos turistas e fomos a um local que não se pode deixar de conhecer: O Mercado do Porto. Essa construção antiga é composta por uma infinidade de restaurantes em seu interior... Para quem gosta de desbravar a culinária local e não tem nenhum preconceito gastronômico, esse é o local ideal.

Olha só a parrilla na vitrine!!

Optamos por almoçar no famoso e tradicional "El Palenque" e podemos garantir que vale a fama afinal, a comida e o atendimento são sensacionais!!

Ao olhar o cardápio escolhi o bom e velho filet mignon (lomo para os uruguaios), acompanhado de uma saladinha. Para beber, um Tannat da Pisano.

O vinho chegou e aposto que você, leitor, deve estar se perguntando: Mas se estava tão quente, por que um Tannat? Minha resposta é simples: Eu não conseguiria passar por terras uruguaias e ignorar a principal casta vinífera deles, concordam? Além disso, pelas minhas pesquisas antes de viajar, esse rótulo ainda não chegou ao Brasil... Mais um motivo para encarar um Tannat em um dia de sol radiante, não acham? 



Com coloração vermelho rubi bem profundo e reflexos violáceos, esse vinho apresentou aromas de terra e framboesa em compota. Na boca foi uma elegância só... Muito equilíbrio e taninos arredondados! Delicioso!

Em seguida chegou a comida!! Reparem na altura do corte da carne...


Confesso que nem sei dizer o que era melhor: A carne era suculenta e derretia na boca. O vinho além de muito bom, harmonizou perfeitamente com a refeição. Nota dez para cada um deles!

Mas ainda tínha algo que nos surpreenderia: a sobremesa!! Além de linda, era saborosíssima! Mas isso fica para amanhã, ok?

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Navegar é preciso!


Eu nunca tinha pensado em fazer um cruzeiro. Mas há anos um dos sonhos de mamis era viajar de navio. Por isso, em 2010, resolvemos realizar esse sonho. Confesso que não tinha muita vontade, mas decidi ir. E não é que foi sensacional!!

Foi tão bom que decidimos fazer outro cruzeiro agora em Janeiro. Fomos no navio Empress, da Pullmantur, com parada nas cidades de Montevidéo e de Buenos Aires. Posso garantir que foi tudo tão bom como no primeiro cruzeiro!

Então, se você vai fazer um cruzeiro, aqui vão algumas das minhas impressões sobre a viagem, que talvez ajudem na sua: 

- Sim, o navio balança muito. Eu não tive nenhum tipo de enjoo nem fiquei mareada, mas meu marido passou mal alguns dias e várias outras pessoas a bordo também. Então esteja preparado com muito dramim ou meclim, vá devagar com os líquidos e coma pão e maçã que ajudam. Além disso, procure ficar nas áreas mais centrais do navio, assim você sentirá o balanço com menos intensidade. O melhor mesmo é se distrair e pensar em outras coisas. 

- É um dos melhores atendimentos que recebemos... Eu nunca fui tão bem atendida em nenhum outro hotel, bar, restaurante, cassino ou qualquer uma dessas coisas que encontramos dentro de um navio. Todos são muito felizes e distribuem sorrisos a todo momento. Do camareiro que pergunta se nós gostamos do jeito que ele arrumou o quarto, ao garçon que nos atende durante o jantar. Dos filipinos, chineses e coreanos que não entendem uma palavra do que a gente diz, mas estão sempre sorrindo e balançando a cabeça. 

- O navio de cruzeiro nada mais é do que um hotel completo sobre as ondas. Então você tem que saber que está indo para curtir o hotel, e não apenas o destino para onde ele vai. Se você quer conhecer melhor as cidades e fazer tudo que tem direito, não vá de navio. Os passeios na cidade são como um plus da viagem. Vá para curtir os shows (que são incríveis), comer bem, beber bem, conhecer pessoas e ficar sem fazer nada em alguns momentos. Porque nem sempre vai ter o que fazer, e vai restar sentar em algum lugar e curtir o vento, e ver o navio flutuar!! (Para mim, essa é sempre a melhor parte!)

- Você, leitor ou leitora, vai se apaixonar por um/ uma tripulante. Com aquelas fardas belíssimas, eles são realmente apaixonantes. Uma pena que a tripulação quase nem ande pelos mesmos lugares que os passageiros, eles têm vias próprias dentro do navio e você quase não os vê.

- Você vai sentir o navio balançar quando estiver em terra firme. Eu disse que não senti nada de enjoo com o balanço do navio, né? Mas quando desembarcamos em Montevideo, tudo passou a balançar loucamente. Desde que desembarquei de volta, em São Paulo, minha casa se mexe o tempo todinho... Já cheguei a comentar comigo mesma, bem baixinho: "Nossa, como esse navio está balançando!" Só eu sei a dificuldade de escrever este post com as letrinhas sambando...

- E se você gosta de viajar, não enjoou, gostou de tudo, conheceu pessoas legais, se apaixonou e ainda passou mais mal em terra firme do que embarcado, você vai querer largar tudo e trabalhar no navio. Acredite, você vai se questionar se a vida que você leva é a melhor que pode levar. Pensar que aquelas pessoas ganham melhor do que você, moram num navio com tudo pago e ainda viajam o mundo, conhecendo lugares diferentes, pessoas diferentes... Se é fácil? Claro que não. Todos no navio trabalham muito e não param um segundo, além disso, ficam meses sem ver os familiares...  Mas e quem disse que a vida que a gente leva é fácil, né? Então, difícil por difícil...

Por isso que eu digo: Esteja preparado para ter um turbilhão de dúvidas na sua cabeça quando voltar, faz parte.

E para essa semana aguardem alguns posts sobre o navio e sobre Montevideo e Buenos Aires... Vai ser um prazer compartilhar essa viagem incrível com vocês!

Enquanto isso eu vou me recuperando aos poucos da depressão pós-cruzeiro e do fim das férias!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Ysern 2007

A uva Tannat é uma espécie de marca registrada dos vinhos tintos do Uruguai, muito embora ela seja proveniente do continente europeu, mais especificamente da região de Madiran, no sudeste francês.

O sucesso é tanto que a produção da uva Tannat ocupa um terço de toda a área plantada do Uruguai.

Já tive a oportunidade de provar alguns Tannat uruguaios muito bons: Amat, Bouza Tannat B6,... Por isso nunca torci o nariz para essa uva que, infelizmente, costuma ser desprezada por alguns bebedores que a consideram adstringente demais. Mas esse desprezo até tem suas razões afinal, se o vinho não for bem trabalhado e os taninos amaciados, eles podem se tornar vinhos realmente bem ruins...

Caminhando por um empório encontrei a garrafa do uruguaio Ysern 2007, elaborado 100% com a uva Tannat, originada de dois vinhedos bastante distintos: um é da região de Cerro Chapeu (com solo arenoso e clima continental) e o outro é de Las Violetas (solo argiloso e clima maritimo)...


E quem foi que disse que a fama de um determinado lugar é garantia de bom vinho? Eu, particularmente, não apreciei...

Na taça apresentou um vermelho bem intenso, com reflexos arroxeados. No nariz, aromas fracos de amoras, couro e um leve toque de especiarias. Na boca mostrou-se duro, muito adstringente, taninos verdes, com um amargor no final que me incomodou bastante...

Fiquei super triste pois foi a primeira vez que bebi um Tannat que tenha me decepcionado... Engraçado que já tinha lido em outros blogs alguns bons elogios a esse rótulo, mas impressões são pessoais, não é mesmo! Para o meu paladar, não funcionou!