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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Conhece o Aperol Spritz?

O Aperol Spritz é um drinque de muito sucesso na Europa. Durante minha passagem pela Itália (no ano passado) e pela Alemanha (no último mês), fiquei surpresa com a quantidade de taças com liquido lindamente laranja que dominavam as mesas nos bares e restaurantes. 


O Aperol Spritz, originário da região do Vêneto (Itália), é um drinque muito badalado e delicioso, que combina muito bem com o verão, já que é uma bebida leve e refrescante, com sabor de laranja ligeiramente amarga.

O melhor de tudo é que preparar o drinque é muito fácil: 3 partes de prosseco ou espumante, 2 partes de Aperol e uma parte de água com gás ou club soda. Pronto! 

Sim, comprar uma garrafa de Aperol aqui no Brasil está cada vez mais fácil. As grandes redes de supermercados já estão comercializando. No Pão de Açúcar, por exemplo, comprei a minha e paguei R$40.

Então...




sexta-feira, 1 de agosto de 2014

TOP 10 * Berlim

Você ainda vai conhecer Berlim! Ah, vai! A cidade é apaixonante, linda, arborizada, repleta de atrações e merece ser visitada. Hoje ainda é possível notar resquícios de uma cidade que esteve dividida entre capitalismo e socialismo. A arquitetura, principalmente, traz essas marcas históricas.

Por isso, decidi fazer uma listinha do TOP 10 coisas que você precisa fazer quando estiver em Berlim. Vale lembrar que a cidade tem muito, mas muito mais coisas para se conhecer. Vamos lá:

* O muro de Berlim/ East Side Gallery


Passou-se mais de 20 anos desde a queda do Muro de Berlim, mas até hoje ele exerce um grande fascínio nas pessoas. Então como ir à Berlim e não ver o Muro de Berlim? Tem que ver, faz parte do programa obrigatório. Existe alguns locais onde se pode ver trechos remanescentes do muro: o mais famoso é o chamado “East Side Gallery”, que fica ao longo do rio Spree, entre a Ostbahnhof e a ponte Oberbaumbrücke. Neste trecho, podemos ver uma série de pinturas de artistas de diversas partes do mundo retratando acontecimentos políticos ligados ao muro.

Para se ter uma noção concreta da extensão do muro, por toda a cidade existe uma demarcação no chão indicando por onde o muro passava. Essa demarcação é feita a partir de uma dupla fileira de paralelepípedos.

2 * Alexanderplatz e a Torre de TV


A Alexanderplatz é uma das maiores praças de Berlim. E é lá que você encontra a Torre de TV, que pode ser vista de diversos pontos da cidade. Uma das construções mais altas da Europa, e um dos pontos turísticos mais visitados da Alemanha, a torre te proporciona um bela visão de Berlim em 360 graus.


Por 12 euros você pode subir os 203 metros de altura em um elevador super rápido e observar Berlim do alto. Impossível não se apaixonar!  

3 * Portão de Brandemburgo


Sem dúvida, esse é o cartão-postal mais famoso de Berlim e símbolo da unificação alemã, embora sua história remonte a uma época bem mais antiga, quando Berlim ainda era uma cidade cercada por muros, numa espécie de fortaleza.

Esse local também é o palco das grandes comemorações alemãs, dentre elas, a Copa do Mundo. Se você observar bem, por trás dele há uma armação metálica. Era exatamente aí que estava o telão em que assistíamos aos jogos da Copa.

4 * Berliner Dom


Berliner Dom, a maior e mais importante igreja protestante de Berlim, foi construída entre 1894 e 1905, mas a sua história se inicia muito antes. A bela e imponente Catedral de Berlim é uma das construções mais fotografadas da cidade. Pudera! Com cúpulas marcantes e seus monumentais 114 metros de comprimento e 116 metros de altura, a catedral destaca-se na paisagem. Ela está localizada às margens do rio Spree, na Ilha dos Museus. Não deixe de visita-la. Além de bela, sua história é riquíssima. Vale a pena alugar um audio guide para conhecer todos os seus detalhes.

5 * Checkpoint Charlie


O Checkpoint Charlie era um posto militar na fronteira entre Berlim Ocidental e Oriental durante a Guerra Fria. Ele se localizava na junção das ruas Friedrichstrasse com Zimmerstrasse e Mauerstrasse, ligando o setor americano com o setor soviético. Após a construção do muro de Berlim, as autoridades construíram este posto para servir como um ponto de controle da passagem de pessoas entre o lado Oriental e Ocidental. Vale a pena dar uma passadinha por lá, para imaginar a história!

6 * Gedächtniskirche


A igreja Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche também merece sua atenção. A sua torre, que foi extremamente danificada por bombardeios durante a Segunda Guerra e que não foi restaurada, é um símbolo para lembrar a destruição causada pela guerra.

7 * Avenida Unter den Linden


A Unter den Linden é uma das mais bonitas e famosas avenidas de Berlim. Ela tem 1,5 km de extensão e se estende deste a ponte Schlossbrücke (ponte do palácio) até o Portão de Brandenburgo.

Lindamente larga e arborizada, caminhe de ponta a ponta, observe seus monumentos, suas construções históricas, pare para almoçar, tomar uma Weizenbier (como a da foto), vinho ou para tomar um café em seus inúmeros restaurantes e bares, observe os berlinenses indo e vindo e você terá a certeza de que Berlim é muito especial. Dizem que na época do Natal as árvores recebem iluminação diferenciada e a avenida fica ainda mais bela, se é que isso é possível!

8 * Hospede-se na Berlim Oriental


Garantia de noites agitadas e muita história para ser observada e (re)vivida. A arquitetura, com traços daquela Alemanha Oriental de outrora, é instigante. Mas se você é daqueles que curte um ambiente mais comercial, repleto de lojas de grifes, então fique do lado ocidental, ok?

9 * Ande, ande, ande a pé ou de bike


A cidade de Berlim é plana, bem sinalizada e com pessoas dispostas a te ajudarem. Pode alugar um bike por 5 euros e pedalar até cansar. A cidade inteirinha é pensada para o uso das magrelas. Aproveite! Mas, se você é como nós, do Taças e Rolhas, então pegue um mapa e "caia no mundo", ande até o pé ficar destruído. Aposto que terá um sorriso nos lábios ao final do dia.

10 * Experimente o Berliner Currywurst



Passar por Berlim e não provar o prato típico deles é inaceitável. Peça o Berliner Currywurst, uma salsicha grelhada, acompanhada por um molho de tomate temperado com curry e batatas fritas crocantes. Harmoniza perfeitamente com uma taça de vinho branco refrescante!

O prato é tão importante que existe até um museu sobre ele, o Currywurst Museum

Ah, você vai cair de amores por Berlim... Pode anotar!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

O rio Reno, o Vale do Mosel e a Riesling

Não poderia iniciar meus registros de viagem falando de outro lugar, senão do passeio de barco que realizei pelo rio Reno e pelo rio Mosel, durante minha estadia na Alemanha.

Região vitivinícola por excelência, o vale do rio Mosel, localizado no sudoeste da Alemanha, oferece, além de vinhos extraordinários, a oportunidade de desfrutar de paisagens deslumbrantes, castelos monumentais e cidades históricas.


Famosa pela produção da casta Riesling, esta região é considerada uma das mais bonitas do planeta. Confesso que observar as encostas das montanhas forradinhas de plantações junto aos castelos ou a uma cidadezinha típica, é de deixar qualquer turista maluco.


Eu recomendo bastante o passeio pelos vales do Reno e do Mosel, mas vale lembrar que se trata de uma atividade de contemplação e que deve ser feito sem nenhuma pressa. Para quem busca agito e badalação, melhor não ir. 


O Vale do Rio Mosel oferece as condições ideais à produção da Riesling: Nesse serpentear, formam-se regiões íngremes, que recebem uma grande incidência de sol, além disso o solo, na maioria das vezes, de ardósia, absorve o calor do sol durante o dia e aquece a videira durante a noite. 


"Os 9 mil hectares plantados com uva Riesling estendem-se pelas encostas íngremes do vale. Com pouco mais de 500 viticultores, a região do Mosel é a quinta maior entre as 13 áreas vinícolas alemãs e a maior área contínua de cultivo de Riesling no mundo", segundo Peter Wolffenbüttel, do Além do Vinho

Algumas encostas são tão íngremes que fico imaginando como deve ser difícil e perigoso trabalhar nesses vinhedos.


Eu tentei escrever esse post enquanto navegava pelo rio Reno, mas foi impossível. Verbalizar sensações é difícil!


Depois de navegar por quase três horas, contemplando a paisagem, chegamos à cidade de Cochem, onde está o Castelo de Cochem.


Construído em torno do ano 1000, foi destruído em 1689 e reconstruído entre 1874-1877. Ele é o cartão postal da linda cidade de Cochem.

Paramos para almoçar à margem do rio Mosel. E, como não poderia deixar de ser, uma bela taça de Riesling para brindar o dia. 


Impossível não se apaixonar ainda mais pela uva Riesling!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Alemanha, aqui vamos nós!

As tão sonhadas férias chegaram! A hora de desconectar o computador, fazer as malas e correr para o aeroporto também! 

Vou ficar alguns dias conhecendo a Alemanha e a Áustria, desfrutando de boa comida, paisagens incríveis e claro, excelentes vinhos!

Por isso, leitores, nos próximos dias esse blog vai ficar ocioso... É verdade que deixei alguns posts programados, mas não sei se vai funcionar... Tomara que sim, pois, caso contrário, ele ficará desatualizado por alguns dias!

De qualquer forma, eu utilizarei o Instagram (@evelynfligeri) e o Facebook para postar algumas coisas... Então, já sabe, se quiser saber o que vai rolar, me acompanhe por lá, ok? Quando eu voltar, prometo contar tudo...

O avião está me esperando! Auf Wiedersehen...




sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Carpaccio de Abobrinha e um Riesling pra lá de especial

Esse calor pede uma comida leve e um vinho refrescante, não é mesmo? E como já fazia tempo que não postava uma harmonização, decidi compartilhar com vocês uma saladinha rápida e revigorante com um vinho branco bem delicioso!

Sou fã de uma salada que aprendi em um programa do Jamie Oliver: salada de abobrinha com limão siciliano e pimenta dedo de moça. Basta fatiar a abobrinha em tiras bem fina (faça isso com o descascador e os cortes sairão perfeitos), tempere com limão siciliano, sal, pimenta dedo de moça bem picadinha e voilà! Está pronto. Se você quiser incrementar, pode colocar queijo de cabra. Mas não coloque pimenta rosa, como eu fiz nessa que fotografei. Os sabores não combinam.


Para harmonizar, fomos com o Riesling alemão Schloss Lieser 2012, do produtor Thomas Haag.



Aromas minerais, um toque de pinho, pêra e maçã. Na boca apresentou bom corpo, boa acidez, frescor e sabor de frutas brancas bem fresquinhas.

A harmonização com o vinho, para aquelas pessoas que apreciam sabores mais ácidos, foi perfeito! As notas de pera e maçã do vinho uniram-se, deliciosamente ao limão siciliano da salada!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A primeira a gente nunca esquece! Por: Alexandre Mathias

Faz algum tempo que a minha esposa e meus amigos comentam que eu deveria fazer um post sobre cerveja. Sinceramente não me considero preparado para isso, porém, devo admitir que essa ideia acabou “fermentando” em minha cabeça e me convenci que será divertido dividir minhas experiências com quem estiver disposto a ler sobre elas.

Dito isso, ficou fácil decidir sobre qual seria a primeira cerveja a ser homenageada. Aqueles que me conhecem sabem de qual estou falando, sou um fã declarado desta maravilha alemã no estilo Weissbier (cerveja de trigo). 


Sim ela, Weihenstephaner, foi a primeira cerveja de trigo que eu tive a oportunidade de provar e devo dizer que me conquistou no primeiro gole.

Esta cerveja começou a ser produzida no ano de 1040 no Mosteiro de Weihenstephaner, localizado em Freising, região da Bavária. Por este motivo leva o titulo de cerveja mais antiga atualmente produzida. Ou seja, antes do nosso Brasil ser descoberto o pessoal na Alemanha já aproveitava bem o happy hour.

Hoje a cervejaria abriga um museu da cerveja e também o maior centro de formação de mestres cervejeiros do mundo.

Com uma cor amarelo dourado e bem turvo, esta cerveja apresenta aromas frutados e na boca possui um bom equilíbrio, tanto no amargor como no sabor, além de ser muito refrescante. Sua graduação alcoólica é de 5,4%.

Para aqueles que gostariam de começar a experimentar cervejas mais elaboradas, sem dúvida esta é uma ótima maneira de iniciar. Claro que existem outras tão boas quanto, as opções são vastas. 

Quem sabe este post me deixe empolgado e acabo escrevendo periodicamente para o blog. Talvez seja o início da coluna “Canecas e Brejas” dentro do Taças e Rolhas.

Ein Prosit!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Você conhece a Importadora Weinkeller? Pois deveria...

Descobri, recentemente, onde comprar vinhos alemães de qualidade, com bom preço e com entrega bem rapidinha: Importadora Weinkeller.

Eu precisava refazer meu estoque de Riesling e decidi mandar um e-mail para a importadora. Gostei tanto do portfólio e do atendimento que comprei, não só os Riesling, mas também Pinot Noir e Gewurztraminer.

O portfólio da importadora, comandada por Vivien Kelber, não é muito grande, mas tem vinhos orgânicos e biodinâmicos e preços que variam entre R$ 49,00 e R$ 240,00.

Comprei seis rótulos diferentes, que me foram entregues em menos de 48 horas! Aprovadíssimo.

Ainda não experimentei todos, mas conforme eu for degustando, compartilharei aqui com vocês.

O primeiro que bebi foi o tinto Spätburgunder Trocken 2011, do produtor Weingut Heinz Pfaffmann.


Elaborado com a casta Spätburgunder... Calma, esse é apenas o nome da uva Pinot Noir plantada na Alemanha. Apresentou aromas de frutas vermelhas bem frescas, principalmente cereja. Na boca mostrou boa acidez, notas de mirtilo, romã, um pouco de chá e boa persistência. E dá para bebê-lo mais geladinho, viu?

Ansiosa para abrir os outro rótulos!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Degustação de vinho espanhol em restaurante alemão

A melhor maneira de aprender sobre vinho, além de estudar muito, é degustar. E, quando surgem eventos que valorizam essas degustações, não podemos deixar passar.

Na próxima terça-feira, o restaurante Weinstube - do Club Transatlântico, promoverá uma degustação grátis com vinhos da Almería Importação. Serão degustados cinco rótulos espanhóis - um branco e quatro tintos, petiscos e você ainda terá a possibilidade de tirar dúvidas e aprender mais um pouquinho com os proprietários da importadora.

Aproveite!


Serviço - Degustação “Diversidade Espanhola”
Local: Restaurante Weinstube – Club Transatlântico
Endereço: Rua José Guerra, 130 – Chácara Santo Antônio
Data: 25 de junho, terça-feira
Horário: 20h
Vagas limitadas: 50
Reservas: (11) 2133-8600 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Um Riesling do Mosel

Quem acompanha o "Taças e Rolhas" já sabe que minha uva favorita é a Riesling. Sou fã dos aromas únicos que ela é capaz de produzir.

Essa uva, produzida principalmente na França e na Alemanha, não tem nada a ver com a Riesling Itálica produzida aqui no Brasil, ok? Trata-se de variedades distintas.

Voltando... Toda vez que eu posso, compro uma garrafa de Riesling, para descobrir suas qualidades e aromas encantadores. O último degustado foi um vinho alemão, da região do Mosel.

Vinhedos de Riesling, à beira do Mosel
Imagem: People Power
O que vocês acharam do lugarzinho aí da foto?

Essa região feia é uma incrível combinação de montanhas com um rio sinuoso, o Mosel, ou Mosela (versão aportuguesada) com os vinhedos na encosta, que produzem vinhos incríveis. O rio Mosel nasce nas montanhas Voges, na França, e entra na Alemanha em Perl e vai serpenteando até encontrar o Rio Reno, em Klobenz.

A Riesling é a principal variedade produzida na Alemanha e é plantada nas faces mais íngremes das montanhas, pois assim absorvem bastante sol, beneficiando-se também da reflexão dos raios solares nas águas do rio, que aumentam a incidência de luz.

Pois é, o lugar é lindo e o vinho é delicioso. O que eu provei foi o Fritz Haag 2007.


Na taça apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos esverdeados e aromas intensos de maçã, lima e pedra de isqueiro. Esses aromas depois de um tempo, evoluíram para pêra, pêssego e flores brancas. Na boca, excelente acidez com toques minerais incríveis. Sabe aqueles vinhos que pedem uma taça atrás da outra? É esse...

Para a harmonização, preparei um peixe grelhadinho, com molho de laranja bem levinho e só!



domingo, 13 de fevereiro de 2011

Festa VIP (parte 2)

Todos já sabem que o aniversário era da Lara, mas o chef Diego Schmidt resolveu presentear a todos nós com a sequência de pratos que ainda estavam por vir. Preparados?
Como primeiro prato nos foi servido um tortelloni de salmão defumado com espuma de wassabi. Massa leve, macia, com muito recheio de salmão deliciosamente saboroso... A espuma de wassabi surpreendeu a todos, pois achávamos que seria super forte. Mas não foi isso que aconteceu afinal, ela era leve, bem aerada, levemente picante.

Tivemos muitas dúvidas com a harmonização, mas decidimos abrir um Riesling da região da Alsácia (França), o Domaine Josmeyer 2006. Na taça apresentou um amarelo bem clarinho. No nariz mostrou-se bastante aromático, com destaque para os aromas de verniz, flores e lichia. Na boca, bom corpo, leve, fresco, uma mineralidade que surpreendeu. Vinho espetacular (eleito por mim o melhor da noite!), mas que não deu conta da potência de sabor do salmão defumado.

O segundo prato foi um ravioli de queijo chèvre, manteiga noisette de figos frescos e aspargos verdes. Tão delicioso quanto o primeiro prato, mas com um plus: a manteiga “queimadinha” deu um super sabor aos figos e aspargos.

Aqui também tivemos outra dificuldade com vinhos afinal, os aspargos dificultam a harmonização. Decidimos continuar com a uva Riesling, só que agora da Alemanha, da região do Mosel, o Dr. Loosen 2007. O mais bacana dessa harmonização foi perceber que a mesma uva, de regiões próximas, apresenta características tão diferentes. Este Riesling apresentou notas minerais bem marcantes. Muito querosene, petróleo, pedra de isqueiro. Na boca, bastante acidez e um açúcar residual que deixava um leve adocicado no final, que foi contrabalanceado pela forte acidez, deixando-o muito refrescante e agradável.

Para a sobremesa, o chef Diego nos reservou uma surpresa e tanto: Lasanha de chocolate acompanhado de creme vanilla.

Massa leve, com recheio de chocolate bem espesso, denso, cremoso,... A harmonização escolhida aqui foi com o vinho do Porto Rosè, Messias, composto pelas castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca. Esse vinho é para ser tomado mais refrescado, por volta dos 8 graus. Ideal para nossas elevadas temperaturas. Na taça apresentou um vermelho bem vivo, cor de sangue. No nariz, cerejas, na boca, além do álcool, cerejas ao maraschino. Perfeito!

Delícia de aniversário, hein? Desse jeito eu quero fazer aniversário toda semana!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Riesling para comemorar a chegada do Natal!

Nesta quinta-feira decidimos abrir um Riesling alemão para celebrar a chegada do Natal...

A uva Riesling é uma das mais expressivas uvas brancas, originária do vale do Reno, na Alemanha (Baden) e na França (Alsácia). Notável pelos vinhos frutados, brilhantes e alegres, de cor palha, bem secos e aromáticos no paladar, mostra vivacidade e riqueza de sabores. Existe também a variedade Riesling Itálica, muito usada no centro e norte da Itália, mas que não tem a expressão de sua prima do Reno. Apesar de existir vinhos de Riesling no mundo todo, as regiões mais expressivas continuam sendo a Alsácia (França) e a região do Reno e Mosel (Rheinhessen, Mosel-Saar, Alemanha).

A garrafa que abrimos é da região de Mosel, do produtor Grans-Fassian, safra 2007.


Na taça apresentou um amarelo palha, com leves reflexos dourados. Aromas intensos de frutas eram facilmente identificados. Notas de maçã, pêssego e maracujá se destacavam. Na boca apresentou-se com muito frescor. As notas aromáticas reapareceram no paladar. A acidez é bem equilibrada com o álcool.  Um vinho de bom corpo, que me faz querer sair correndo agora para adquirir uma nova garrafa!

Essa garrafa eu ganhei no amigo secreto realizado na semana passada... Super recomendado... Mariana, obrigada pelo presente!

Vale lembrar que esse vinho não foi harmonizado com nenhum prato, mas imagino que ele deve ficar perfeito com salsichas alemãs, chucrutes... e eu me arriscaria a harmonizá-lo, ainda, com belo apfelstrudel! Prost!!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Isso que é globalização!

Aula de vinhos portugueses e nosso amigo japonês Taka, nos trouxe um Eiswein alemão de sua última viagem à Polônia! Mundo globalizado é isso!

A expectativa pela abertura da garrafa foi grande (afinal ela é linda, não é?) e nosso alemão não decepcionou. Esse "vinho do gelo" apresentou um amarelo dourado incrível, com aromas bem marcados de damasco, flor de laranjeira e cogumelos. Na boca apresentou uma acidez elevada e uma doçura equilibrada, com bastante persistência e sem ser enjoativo. Sabores de pêssego e damasco se destacaram!

Vale lembrar que esse vinho é feito a partir da colheita de uvas congeladas, deixando assim uma maior concentração de açúcar e de fruta. E essa colheita é feita durante a noite, por isso "nachtgold" (noite de ouro).

Taka, obrigada por nos proporcionar essa super experiência!