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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Dos deuses para a taça

Como Saul Galvão dizia " A Grécia conhece e sabe fazer vinhos há mais de 34 séculos, foi o berço da cultura vinícola". Mas sinto que o interesse por esses vinhos no Brasil é um movimento recente. 

Como adoro a oportunidade de experimentar vinhos diferentes, sempre que encontro um vinho grego dou um jeitinho de degusta-lo. O último que experimentei foi o Rapsani Grand Reserve 2005, da gigante produtora Tsántali - a maior produtora de vinhos gregos e uma das maiores do mundo.


Elaborado 100% com uvas gregas: Xinomavro, Krassato e Stavrotó (nomes simples e fáceis de serem memorizados!!!), esse vinho, com 9 anos na garrafa, em nada lembra um vinho com tal idade. 

Muita intensidade e complexidade aromática: notas terrosas, frutas vermelhas maduras e alguma especiaria. Na boca mostrou taninos amaciados, mas bem intensos, acidez equilibrada, notas de frutas vermelhas, frutas negras, ligeira pimenta e um toque de madeira bem integrado ao vinho. Macio e persistente, um vinhaço! 

Ele passa 18 meses em barricas de carvalho francesa e mais 18 meses em garrafa antes de ser comercializado. Um vinho com belo potencial de guarda. Adoraria ter mais uma garrafa para abri-lo daqui a uns quatro anos, só para perceber sua evolução.

A importação e a distribuição desse vinho aqui no Brasil é feita pela Freeway Ecommerce. Site com vários vinhos e comidinhas gregas. Vale o clique.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Grécia baratinha!

Chegar do trabalho e preparar o jantar... Essa é a rotina de muitos de nós, não é mesmo? Eu confesso que ir para a cozinha e preparar uma comidinha não é problema para mim aliás, eu adoro fazer isso. Mas abrir uma garrafa de vinho durante o preparo da refeição deixa tudo mais gostoso, você não acha?

Essa semana preparei uma massa penne (minha preferida!) com um mix de cogumelos por cima (shitake, shimeji e porcini), folhinhas de hortelã para refrescar e intensificar os sabores e uma porção generosa de azeite por cima.


Enquanto preparava o prato, decidi abrir um vinho branco geladinho. O vinho em questão, o grego Halkidiki 2009, do produtor Tsantali, foi comprado no Carrefour por módicos, R$ 18,00. Sim, isso mesmo, 18 reais!!!

É óbvio que não esperava muito por ele, mas posso afirmar que ele vale quanto custa: básico, bem para o dia-a-dia, sem grandes surpresas.


Elaborado a partir das castas Assyrtikó (uva autóctone, nativa de Santorini - que lugar feio que a uva nasceu, né coitadinha?) e da clássica e famosa Sauvignon Blanc, esse vinho apresentou um amarelo palha bem clarinho, com reflexos esverdeados. Aromas de maçã e frutas cítricas se destacavam. Depois de um tempo percebi uma certa mineralidade, bem levinha, quase imperceptível...

Na boca mostrou frescor, médio corpo, e uma persistência razoável. Ideal para um dia de calor, para ser bebido com a intenção de se refrescar. Ok, se bebido na Grécia, com toda aquela beleza e mar azul, aposto que até o chato do Robert Parker daria 100 pontos para ele!

Na minha harmonização ele nem atrapalhou, nem surpreendeu, manteve o equilíbrio... E isso já é muito bom.

Vale a pena experimentar, ainda mais pelo preço super em conta.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Os tintos, a massa e o carneiro

Olá leitores, eu SEI que estou sumida, mas vocês não podem calcular a loucura que tem sido essas duas últimas semanas. Foi um mix de muitas provas para elaborar e corrigir (eu sou professora, caso alguém ainda não saiba!). Além disso fui para Campinas fazer a cobertura da MIV (Mostra Internacional de Vinhos); e fora a NET, que às vezes opta por não trabalhar... Mas vamos lá, antes tarde do que mais tarde, não é mesmo!

Após os espumantes, os queijos, os petiscos e os vinhos brancos, chegou a vez do prato principal e seus acompanhamentos.

A Joyce optou por nos surpreender com as massas frescas (elaboradas por ela mesma). O primeiro foi um ravioli recheado com abóbora e catupiry com molho bechamel e um queijinho parmesão por cima...


O segundo foi um capeletti recheado de ricota e nozes com molho pesto e hortelã!


Esse segundo prato ficou realmente especial. O hortelã acrescenta não só um aroma incrível, mas também um frescor, uma modernidade ao tradicional manjericão. Foi o meu preferido!

O terceiro foi o bom e velho spaghetti ao sugo.


Para acompanhar essas massas, tinha ainda um carneiro que marinou por umas 10 horas no Pinot Noir. Ele ficou sensacional: macio, saboroso e suculento. Foi a primeira vez que provei carneiro (isso porque eu tenho muita dó daqueles bichinhos peludinhos, fofinhos!), e a experiência foi sensacional!

Alguns vinhos foram selecionados para nos acompanhar nessa parte da refeição. O primeiro foi o delicioso grego Tsantali Naousa...


Esse vinho, elaborado 100% com a uva autóctone Xynomavro, apresentou uma coloração rubi bem bonita, com reflexos violáceos. No nariz, notas de ameixa em calda e cereja foram marcantes, na boca excelente acidez, notas de cereja e um tostado bem levinho. Eu adorei! Na verdade eu tenho percebido que os vinhos gregos me conquistaram... Gosto dessa coisa diferente, de fugir das uvas tradicionalmente conhecidas.

Em seguida fomos para a Itália, com o Valpolicella Ripasso Superiore Soraighe... 


Elaborado a partir das clássicas cepas Rondinella, Corvina e Molinara esse vinho apresentou um vermelho rubi bastante intenso, bem profundo. No nariz mostrou bastante fruta. Na boca deu para notar baunilha e amêndoa tostada, que combinaram perfeitamente com a carne de carneiro. Harmonização nota dez!

Em seguida partimos para a Espanha, com o Clos de Torribas 2006, que apresentou um vermelho rubi bonito, com notas aromáticas de coco. Na boca, muita fruta e muita madeira. Vinho simples, mas bacana...


Optamos voltar para a Itália, mais precisamente para a região da Toscana. Para isso, abrimos o clássico Chianti Riserva 2004, da Cantine Bonacchi.

 

Esse tinto, produzido com as cepas Sangiovese e Canaiolo apresentou aroma marcante de frutas vermelhas. Na boca mostrou boa acidez, as mesmas notas de frutas vermelhas e um tanino bem macio. Muito bom!   

Para finalizar abrimos o Poderuccio 2008, também da região da Toscana.

Esse vinho foi elaborado com as castas Sangiovese, Merlot e Cabernet Sauvignon. Notas aromáticas de chocolate, tabaco e frutas como ameixa. Na boca, muita elegância e bem integrado. Ficou MUITO bom com o carneiro.

Em resumo, passamos pelo prato principal em grande estilo, não é mesmo? Mas ainda tinha o Vin Santo e o Cantucci para finalizar o dia!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Um grego à mesa!

A Grécia conhece e sabe fazer vinhos, sim! O fato de terem sido o berço da cultura vinícola não foi o suficiente para manterem o prestígio de seus vinhos ao longo da história, mas, recentemente, seus vinhos voltaram a ter destaque no mercado internacional. Ainda bem!

No Brasil, ainda não é fácil encontrar muita variedade de rótulos gregos, mas a Mistral tem trazido alguns rótulos bem interessantes. Então leitores, estou convidando vocês a sairem da rotina e buscarem vinhos gregos para experimentarem e se surpreenderem.

Desde que fiz o curso de sommelier, o único grego que havia provado era o famoso retsina - um vinho branco, aromatizado pela essência de pinho, um produto muito particular, consumido principalmente pelo mercado interno que, em breve, terá um post só para ele.

Mas o vinho escolhido para o jantar de sábado foi o tinto Nótios 2006, elaborado a partir da cepa local Agyiorgitiko.

Observem a rolha sintética preta e o rótulo fazendo referência à planta "dente de leão".
Ah, esses gregos!!!
Esse vinho apresentou, na taça, uma coloração vermelho rubi aguadinha, algo que me lembrou a Pinot Noir. Nos aromas, frutinhas vermelhas e um toque bem mineral. Na boca, corpo médio, as mesmas frutinhas vermelhas, um toque mineral e um final de boca de mel, bem levinho. Perfeito para o clima mediterrâneo e quente da Grécia e para o clima tropical brasileiro!

Perfeito mesmo seria beber e apreciar a linda paisagem de Santorini