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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Os vinhos da Sicília mais perto de nós!

A convite do jornalista e amigo Beto Duarte, editor do famoso Papo de Vinho, eu e outros jornalistas participamos de um jantar no restaurante Parigi, aqui em São Paulo, para a apresentação de novos rótulos italianos, da região da Sicília que estão chegando por aqui através da Italy's Wine: São os vinhos da Azienda Agricola Vasari Azienda Patrì.  


Falar da saborosa comida e do serviço impecável do restaurante Parigi é falar "mais do mesmo". Se você não o conhece, coloque-o na sua listinha dos restaurantes para se conhecer antes de morrer: não se arrependerá.

Então, vamos para os vinhos! Dos seis rótulos degustados, dois merecem destaque: o Patrì Solitario Bianco, elaborado 100% com a casta autóctone Inzolia. Com coloração amarelo palha, aroma delicioso de pêssego, um leve toque floral e um final de boca salgado, esse vinho foi, para o meu paladar, o melhor da noite. Quando fiquei sabendo do preço, gostei mais ainda: R$50,00! Ideal para os dias quentes que estão chegando... Fiquei imaginando esse vinho com um prato de petiscos à base de frutos do mar!!! Ai, ai, ai...


Na sequência partimos para os tintos. Meu destaque vai para o Mamertino Nero D'Avola, elaborado 100% com essa casta e com passagem de 6 meses por madeira. Apresentou aromas de frutas vermelhas, principalmente framboesas e cerejas. Na boca mostrou taninos finos e boa acidez. O preço não é tão bom quanto o branco, mas vale a pena experimentar: Sai por volta dos R$ 100,00. 

Jantar impecável, vinhos saborosos e organização exemplar. É, Beto Duarte se supera a cada dia!

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Veneza, Bellini e Carpaccio

Falar de Veneza?



Junte todos os clichês - linda, mágica, apaixonante, estonteante, cinematográfica, ... Juntou? Pois ainda será pouco! É impressionante como essa cidade é bela. Sempre digo que fotografar Veneza não requer prática, tampouco habilidades... Fácil, fácil!!! Qualquer beco, esquina, janela, canal, gôndola, é fotogênico. Com frequência revejo minhas fotos e me apaixono novamente.


Tive a oportunidade de estar lá por duas vezes, uma em 2013 e outra neste ano de 2014. Em ambas estive durante o verão! Sol, milhares de pessoas e a certeza de que se trata de um lugar pra lá de especial.



Para nós, apaixonados por gastronomia, impossível falar em Veneza e não falar de um prato e um drinque nascidos ali, no famoso Harry's Bar e que se espalharam pelo mundo: o Carpaccio e o refrescante Bellini.

O carpaccio - finíssimas fatias de carne crua, com molho de mostarda - foi criado para servir a condessa Amalia Nani Mocenigo, em 1950, quando ela informou ao dono do bar que seu médico havia recomendado o consumo exclusivo de carne crua. O prato foi nomeado por Giuseppe Cipriani, o fundador e dono do bar, em referência ao pintor italiano Vittore Carpaccio, pois as cores do prato o recordavam das pinturas de Carpaccio.



O drinque Bellini - uma parte de pêssegos ralados e três partes de Prosseco - também nasceu no mesmo bar, e também foi criado pelo Giuseppe Cipriani, mas um pouco antes, por volta dos anos 20. Dessa vez, o homenageado foi o famoso pintor renascentista Giovanni Bellini, considerado um renovador do estilo veneziano. O nome foi assim definido, pois a cor do coquetel é semelhante às que Bellini usava em seus quadros.


O drinque, originalmente feito no verão, pois era a época da safra do pêssego, fez muito sucesso entre os frequentadores do bar, como Charles Chaplin e Ernest Hemingway. Segundo Cipriani, um dos segredos para fazer um verdadeiro Bellini é usar somente pêssegos brancos; outra dica é dada por Maurice Graham Henry (citado por Cipriani no site oficial do bar) o pêssego branco deve ser ralado, para criar um “purê” de pêssego e, se necessário, adicionar açúcar. 

Mas me contaram que tem um jeito bem fácil de tomar um Bellini, sem precisar ir até Veneza ou ralar pêssegos. Como? Eu só descobrirei amanhã, às 20 horas, no site do Winebar. Vem descobrir comigo!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Conhece o Aperol Spritz?

O Aperol Spritz é um drinque de muito sucesso na Europa. Durante minha passagem pela Itália (no ano passado) e pela Alemanha (no último mês), fiquei surpresa com a quantidade de taças com liquido lindamente laranja que dominavam as mesas nos bares e restaurantes. 


O Aperol Spritz, originário da região do Vêneto (Itália), é um drinque muito badalado e delicioso, que combina muito bem com o verão, já que é uma bebida leve e refrescante, com sabor de laranja ligeiramente amarga.

O melhor de tudo é que preparar o drinque é muito fácil: 3 partes de prosseco ou espumante, 2 partes de Aperol e uma parte de água com gás ou club soda. Pronto! 

Sim, comprar uma garrafa de Aperol aqui no Brasil está cada vez mais fácil. As grandes redes de supermercados já estão comercializando. No Pão de Açúcar, por exemplo, comprei a minha e paguei R$40.

Então...




segunda-feira, 26 de maio de 2014

Vinhos da Itália, por Alessandra Esteves

A vida nos surpreende sempre! Às vezes descobrimos pessoas com as quais nos identificamos tão imediatamente, né? E, sem maiores delongas elas já fazem parte da nossa vida...

E foi assim, no Encontro de Vinhos em São Paulo do ano passado, que conheci Ale Esteves, do site Dama do Vinho. A empatia foi imediata...

                                        Vinhos da Itália: novo livro por $2,99.

E agora ela me aparece com uma deliciosa novidade: Seu primeiro livro!

"Vinhos da Itália: o guia definitivo para você entender os vinhos italianos"  fala da história, das uvas italianas, das regiões e dos produtores. O livro foi publicado como ebook e você pode lê-lo no computador, Ipad, Kobo, Kindle e até no Iphone. Ah e sabe o preço? US$ 2,99

Eu acabei de baixar o meu! Ansiedade total para começar minha leitura! 

SERVIÇO:

Livro: Vinhos da Itália: o guia definitivo para você entender os vinhos italianos.
Valor: $2,99 (valores entre R$ 6,64 e R$ 6,99, dependendo do site)
Lojas: disponível na Amazon (versão Kindle e computador), Saraiva, Kobo Store e Apple Store (para Ipad, Imac e Iphone).

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Chianti, um típico vinho da Toscana

Uma terra bela e fértil, detentora de uvas como Sangiovese, Canaiolo, Trebbiano e Malvásia. Com essa matéria-prima esta região produz verdadeiras joias engarrafadas.

Sua localização? Entre duas das grandes potencias alguns séculos atrás, Florença e Siena. 

O que esperar disso? Uma disputa por territórios é claro. Mas não uma disputa comum; uma terra tão encantadora não pode ser manchada com sangue de batalhas. Uma terra assim deve ter uma lenda à altura, e aqui vai ela:

As duas cidades decidem que para delimitar seus territórios e definir de uma vez por todas quem seria o grande detentor de tal tesouro no meio da Toscana, seriam escolhidos dois cavaleiros. Estes homens teriam como missão partir de cada cidade ao mesmo tempo em sentido a outra, para então se encontrarem no meio do caminho e assim desenhar a tão sonhada fronteira.

Escolhidos os bravos que realizariam tal façanha pela gloria de sua cidade, definiram uma regra. Os cavaleiros só poderiam partir depois que o galo cantasse pela manhã seguinte.

O povo de Siena escolheu um galo branco, grande e forte, bem alimentado e com um canto sem igual. Já Florença optou por um galo negro, magro e ainda com fome.

O resultado? O galo negro cantou bem cedo na manhã seguinte, pois estava faminto. O cavaleiro de Florença avançou em disparada para Siena. Quando o belo galo branco resolveu cantar, o Florentino já estava com uma larga vantagem.

Os dois cavaleiros encontraram-se próximo de Siena e com isso Florença ganhou a região de Chianti. Para lembrar e homenagear o grande herói responsável por esta conquista, deste dia em diante um “Gallo Nero” embeleza as garrafas de vinho de Chianti. 


Confesso que acho essa história espetacular. Mas depois que estive na região da Toscana, no ano passado, percebi que não só a história é incrível, mas também toda essa região: Florença, Siena, Pisa, San Gimignano, dentre outras, nos fazem suspirar a cada esquina. As cidades, as vilas, as casas com telhados terracotas, ...


O tempo ali corre diferente. É preciso ter olhos atentos para não deixar de apreciar cada fração do tempo.


Por isso, quando tiver a oportunidade de conhecer essa região, não deixe de visita-la!

Eu, sempre que penso na região de Chianti, penso no Chianti Clássico. Acidez elevada (do jeitinho que gosto), taninos equilibrados, aromas de frutas e um leve toque de flores. Normalmente se mostram robustos, com bom corpo. Vale lembrar que esse vinho, para ter a DOCG Chianti Clássico precisa ser elaborado, no mínimo com 80% da casta Sangiovese. No restante da elaboração pode-se usar as castas Canaiolo, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah

Um dos que mais me encantaram foi o Chianti Classico Banfi 2011, que tive a oportunidade de degustar em um jantar em Siena.


Realmente inesquecível!

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Um jantar, 13 Brunellos e uma certeza...

Estive recentemente no restaurante Parigi, em São Paulo, para uma degustação de vinhos Brunello di Montalcino 2009. 


O evento, promovido pela Cooperativa La Spiga Montalcino - criada com o intuito de apoiar os agricultores locais - contou com a participação de 13 produtores em uma Master Class conduzida pelo especialista Jorge Lucki. 

Ao longo da noite, esses produtores apresentaram seus "filhos". Um mais delicioso e complexo que o outro. Vale lembrar que, para um vinho obter a DOCG Brunello di Montalcino, ele precisa se encaixar em uma série de regras bem específicas como, por exemplo, só poder ser colocado no mercado após o quinto ano de sua produção. Ou seja, os vinhos que degustamos foram produzidos em 2009 e só agora em 2014 estão chegando ao mercado. 

Os produtores reforçaram que, em uma escala de 1 a 5 estrelas, a qualidade da safra 2009 recebe 4 estrelas. Ou seja, não se trata de um vinho excepcional, mas de um vinho bem acima da média. E eu pude perceber isso degustando-os. Intensos, encorpados, complexos, jovens demais, é verdade, mas com um potencial de guarda bem legal! 

Dentre todos os degustados, o que mais apreciei foi Podere La Vigna 2009.


Coincidentemente o produtor deste rótulo, o italiano Adriano Rubegni, estava sentado em minha mesa durante o jantar. Seu importador, o Rodrigo Assunção da Premium Wines também estava conosco e pudemos, então, nos aprofundar e aprender ainda mais sobre sua vinícola e a região.  


A vinícola Podere La Vigna é propriedade da família Rubegni há muitas gerações, tem 4 hectares de vinhas e produz 30 mil garrafas/ano.


As vinhas localizadas nesta área são reconhecidas, historicamente, pela produção de excepcionais vinhos tintos. E pudemos confirmar isso na taça: frescor, exuberância, complexidade - toques de frutas frescas e secas, madeira equilibrada, longa persistência... A certeza de que um Brunello di Montalcino merece ser degustado com muita atenção e cuidado.

Como já disse, apesar deste ter sido meu favorito, foi possível degustar outros rótulos incríveis, que merecem ser apreciados com a devida atenção também. Os links das vinícolas estão todos aí abaixo. Vale o clique para apreciar a belíssima região de Montalcino. E, se tiver a oportunidade de degustar um Brunello, não o deixe de fazer!  

Azienda Agricola Bellaria
Azienda Agricola Capanna
Azienda Agricola Collelceto
Collemattoni
Tenuta Fanti
La Fornace
La Mannella
La Rasina
La Serena
Azienda Agricola Lazzeretti
Cantine Luciani 1888
Palazzo

segunda-feira, 28 de abril de 2014

2º Wine Blog Hunter e 20 vinhos que custam menos de R$50,00.

Depois de uma semana intensa, repleta de eventos, sento para começar a narrar os melhores momentos de tudo o que vi e, claro, experimentei.

Não poderia deixar de começar a narrativa pelo convite que recebi para participar do 2º Wine Blog Hunter. O projeto, organizado pelo jornalista Cesar Adames, contou com a seguinte proposta: 20 blogueiros convidados a participarem deveriam selecionar um vinho comercializado no Brasil e que tivesse um custo máximo de R$50,00 para o consumidor final. Na sequência, esses vinhos (dez brancos e dez tintos) participaram de uma degustação às cegas. A partir do resultado dessa degustação, elegeríamos o vinho branco e o vinho tinto da Expovinis com a melhor relação qualidade/ preço.

Ao mesmo tempo que é super divertido sair à caça do vinho, é sempre tenso afinal, todo mundo quer escolher um vinho sensacional para ganhar.

Os vencedores do 2º Wine Blog Hunter foram:


Na categoria vinho branco, o português Vila Flor Douro 2012, indicado por João Clemente, do blog Falando de vinhos, obteve a maior nota; na categoria vinho tinto, o vencedor foi o uruguaio Montes Toscanini Criado em Roble Tannat 2011, indicado pela consultora de vinhos Patricia Brentzel.

A lista completa dos indicados está logo aí abaixo. Vale a pena experimentar!


A sequência em que aparecem foi a estabelecida na degustação às cegas!

quarta-feira, 12 de março de 2014

DonnaFugata e Ilha de Capri

Há tempos preciso contar sobre um vinho incrível que degustei, mas sempre acabava adiando e...

Quando estive na Itália, tive a oportunidade de conhecer Ilha de Capri e, confessemos, quando se fala em Ilha de Capri, logo pensamos nos Faraglioni: os três picos de rochas saindo do mar a poucos metros da costa. Essas monstruosas pedras tem, em média, 100 metros de altura e um nome para cada uma delas: o primeiro unido a terra se chama Stella; o segundo, separado do primeiro por um pedaço de mar, Faraglione di Mezzo e o terceiro Faraglione di Scopolo.


Passeamos de barco pertinho dos Faraglioni. Depois fomos conhecer o também famoso Jardins de Augusto e apreciar a ilha do alto.

Ver Capri do alto é inenarrável. A cor do mar é absurdamente azul-esverdeada!



Lembro-me de ver propagandas de perfume mostrando essa paisagem e eu sempre achando que as cores eram tratadas no photoshop... Foi maravilhoso descobrir que aquele tom de azul é real!

Decidimos que nosso almoço teria de ser por ali. Queríamos um restaurante que nos proporcionasse a contemplação desse lugar tão incrível. Optamos pelo Il Gerânio, que nos permitia essa visão.


Primeiro de tudo escolhemos o vinho. O eleito foi o Polena 2012. A vinícola é a DonnaFugata, já comentada por aqui.


Elaborado com as castas Catarratto e Viognier, esse vinho apresentou aromas frutados, minerais e um leve toque floral. Notas cítricas e uma acidez crocante fizeram a minha alegria! Fresco, leve, perfeito para a Insalata di Mare...



Esse rótulo ainda não é comercializado no Brasil, mas todos os outros vinhos desse produtor são trazidos pela importadora World Wine.


Contemplar uma paisagem acompanhada de um bom vinho, é garantia de harmonização perfeita!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Consulado italiano traz produtores que buscam importadores

Em nome do ICE Agenzia – Departamento para a Promoção de Intercâmbios da Embaixada da Itália, fui convidada a participar de uma degustação especial na sede do Consulado Geral da Itália em São Paulo, na última terça-feira.

Lá estavam cinco produtores das regiões do Piemonte e Lazio apresentando, pessoalmente, seus vinhos e buscando importadores aqui no Brasil.

Tive a oportunidade de degustar vinhos deliciosos, mas destacarei dois rótulos em especial:

O primeiro foi o Roero Arneis DOCG 2013, do produtor Cornarea.


Roero é uma região que está fora da delimitação Langhe. E a uva, Arneis, é autóctone do Piemonte

Que vinho diferente, meu deus!!! Fruta branca, principalmente pera, abacaxi e maracujá; um leve toque floral, uma pegada mineral intensa, acidez equilibrada, um final de boca loooooongo. Segundo o enólogo, que nos explicou passo a passo a elaboração do vinho, uma harmonização desse com uma pasta ao pesto liguriano é perfeito! (Alguém pode trazer esse vinho logo para o Brasil!!!)

O outro destaque foi para o Langhe DOC Nebbiolo 2012, do produtor Pertinace.


Vinho com coloração levemente arroxeada. Muito perfumado, repleto de notas de frutas vermelhas. Na boca mostrou estrutura média, jovialidade e frescor na medida para nossos dias quentes. É daqueles que devem ser servidos bem fresquinho. Aprovado!

Espero reencontra-los, em breve, em uma importadora perto de nós.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Vinho na latinha? Sim!!!

Que tal abrir um vinho italiano em latinha, hoje? Em latinha? Por que não?

Foto: Jane Prado, do Château de Jane

Essa é a proposta da Cinque, que chegou ao Brasil para nos ajudar a desmistificar o vinho e conquistar novos consumidores: Vinho branco italiano, da classe dos frisantes, produzido na região de Emilia-Romagna, no norte da Itália.

Cada latinha tem 200 ml e um teor alcoólico de 8%. Elaborado com as castas Trebbiano e Malvasia, e um toque de vinho Lambrusco lavorato in bianco.

No nariz percebemos toques de frutas brancas e um certo floral. Na boca mostrou-se leve, refrescante, e com um final de boca com suave doçura. Suave mesmo! Graças à boa acidez, as notas cítricas são mais evidentes. Perfeito para os dias quentes, para festas, para se levar à praia. É fácil de transportar, fácil de gelar... Aprovadíssimo!

O Cinque me ganhou no sabor e na praticidade. A latinha, elaborada na Alemanha, ainda indica a temperatura ideal:


Ele é tão versátil, que além de servi-lo harmonizando com comidinhas de verão, como saladas e frutos do mar, você ainda pode preparar drinques com ele.

Você pode comprar pelo site ou já encontrar em algumas lojas aqui em São Paulo, como na Galeria dos Paes, no Lellis Tratoria, no SeaClub e Yacamin (Ilhabela).

Faça o teste você também!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Importadora Cantu traz novos italianos!

Na noite da última quarta-feira, a imprensa especializada se reuniu no tradicionalíssimo restaurante Terraço Itália, para a divulgação de dois novos rótulos toscanos ícones da vinícola Ambrogio & Giovanni Folonari Tenute, que passam, a partir de agora, a fazer parte do portfólio da Importadora Cantu.



O embaixador dos vinhos italianos da Cantu, Luiz André Batistello, foi quem conduziu a degustação e, além de nos apresentar os dois lançamentos - o super toscano Il Pareto e o Brunello de Montalcino La Fuga, nos deu a oportunidade de degustar/ conhecer outros 4 rótulos toscanos da vinícola. Foram eles, na sequência:


1 - Cabreo 2008 – La Pietra IGT (100% Chardonnay);
2 - Campo Al Mare 2009 – Bolgheri Rosso DOC (Merlot/ Cabernet Sauvignon/ Cabernet Franc/ Petit Verdot);
3 - Cabreo 2007 – Il Borgo IGT (Sangiovese/ Cabernet Sauvignon);
4 - Baia al Vento 2008 – Bolgheri Superiore Rosso DOC (Merlot/ Cabernet Franc/ Petit Verdot);
5 - La Fuga 2008 – Brunello di Montalcino DOCG (Sangiovese);
6 - Il Pareto 2009 – Toscana IGT (Cabernet Sauvignon);

Vinhos com personalidade, viu? Cada um, a seu modo, me surpreendeu. O Cabreo 2008 Chardonnay foi realmente inesquecível! Quanta complexidade... A cada instante que voltava para a taça, eu me surpreendia com novas notas que se desprendiam do vinho!

Os lançamentos da noite também fizeram sucesso. O Brunello de Montalcino La Fuga mostrou-se extremamente perfumado, equilibrado, suculento, mas o ideal é deixa-lo descansar na adega por alguns anos. O super toscano Il Pareto entrou para a minha lista de queridinhos: Aromas de frutas vermelhas e negras, leve especiarias, taninos jovens, mas arredondados e excelente persistência Também merece ficar guardado na adega por alguns bons anos. O difícil é aguentar a tentação de deixa-lo ali, descansando.

Boa dica para presentear pessoas experientes na vivência do vinho. Sucesso garantido!

Enfim, noite deliciosa, vinhos brilhantes, organização impecável da CH2A Comunicação, e o melhor, observar a nossa linda e caótica São Paulo bem do alto!


Fotos: Jane Prado, do Château de Jane

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Firenze!

Faz tempo que não posto sobre a minha viagem para a Itália. E, revendo minhas fotos, escolhi a bela Firenze para falar um pouquinho.

Na verdade, Florença dispensa explicações, comentários, textos ou qualquer outra coisa que não sejam imagens! Por isso, preferi escrever pouco e caprichar nas belas fotos que pude registrar, sem esquecer, é claro, de comentar um dos vinhos que bebemos ali.

Desenvolvida às margens do Rio Arno, sobre o qual ainda se preservam as sensacionais pontes ancestrais (Il Ponte Vecchio é de 1300), a cidade de mais de 2 mil anos teve seu auge no Renascimento, que contribuiu para que ali se reunisse, ao longo dos séculos seguintes, uma grossa fatia da melhor arte já produzida em território italiano. Estima-se que aproximadamente 40% do acervo artístico do país estão nos museus e nas ruas de Florença. 

Ah, as ruas de Florença são um capítulo a parte... tanta arte, tanta cultura, tanta vida...


Estive por apenas dois dias em Firenze. No primeiro passamos horas na fila para entrarmos na Galleria dell'Accademia, onde está o Davi, de Michelangelo (o museu não permite fotos, e eu, como boa seguidora de regras, não o fotografei. Mas a emoção de vê-lo pertinho, está cá, bem viva dentro de mim!)

No segundo dia, exploramos a Catedral ou Duomo de Firenze e o Batistério. A Catedral, que começou a ser construída em 1296, recebeu a primeira consagração apenas 140 anos depois. A fachada atual demorou ainda mais – foi concluída em 1887.


Passeamos pela Piazza della Signoria, o coração da vida social e política em Firenze, com suas esculturas triunfantes!




Caminhamos pela Ponte Vecchio! Aliás, essa caminhada é passeio obrigatório; e se perder por essa cidade também é.




Na hora do almoço, como sempre, escolhemos um restaurante de frente para uma belo visual - difícil escolher - mas depois de pensarmos muito, escolhemos ficar observando o Duomo. O colossal tamanho de sua cúpula é de arrepiar. Optamos por comer, beber e admirar uma das obras mais impressionantes da capacidade humana.

E, como sempre também, não nos decepcionamos. Comida delícia: Risotto de abobrinha com camarão e um gnocchi de melone com prosciutto.




Para acompanhar um vinho branco com bastante frescor e leveza. O eleito foi um Pinot Grigio 2012, da Tenuta Ca'Bolani.


Era tudo o que precisávamos, depois de tanto caminhar: um vinho refrescante, revigorante, com aromas cítricos, minerais e leves florais. Na boca, notas de maçã e melão bem frescos, além de um toque mineral.

Uma das melhores harmonizações da minha vida!
Se você estiver indo para a Itália, inclua Firenze em seu roteiro. Mas com mais tempo para poder apreciar tudo o que a cidade tem a oferecer.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Se todos as estradas levam à Roma, todos os sonhos levam à San Gimignano!

Que difícil escrever esses posts sobre minha viagem à Itália. Transformar em palavras algumas sensações vividas é realmente muito difícil! Escrevo, apago, escrevo novamente, apago. Sei que nem de longe esses textos podem representar alguns lugares. San Gimignano é um desses...


Localizada na província de Siena, San Gimignano foi sede de um povoado etrusco no período helenístico (século III a.C) e desenvolveu-se rapidamente durante a época medieval. Em 1199, deixou de ser um feudo declarando-se independente.

A cidade é de emocionar. Com seus "becos" totalmente medievais, caminhar por essas ruas nos leva a pensar que estamos em um cenário de filme, ou coisa parecida.


Só voltamos à realidade quando nos deparamos com roupas penduradas nos varais das janelas, mostrando o cotidiano de quem vive ali... Aí lembramos que aquilo é um lugar real.

Fachada da Collegiata, igreja românica projetada no século XII, localizada na Piazza del Duomo, onde também permanece a torre mais antiga da cidade

Depois de caminhar era hora de escolher um restaurante para almoçarmos. Como já disse nos posts anteriores, se o restaurante tinha uma vista incrível, era lá que entrávamos.


O escolhido foi o La Cisterna, que fica na Piazza della Cisterna, a praça central da cidade, que já foi utilizada como mercado e palco de festivais e torneios. A praça recebeu esse nome por conta da cisterna central, construída em 1287.

O vinho escolhido para a refeição? É claro que foi um Vernaccia di San Gimignano - vinho típico da região - e um rosatto


Elaborado com a casta Vernaccia, esse vinho branco está documentado desde 1200. O que provamos não era um Riserva, então, ele só fermentou em barricas de inox e foi posto à comercialização.

Vinho jovem, leve e fresco, com notas florais no nariz e frutado na boca, principalmente de frutas brancas e amarelas, além de uma acidez deliciosa.

O rosatto tinha gosto de tutti-frutti, para ser bebido descontraidamente, acompanhado de bela paisagem!

Aliás, a paisagem ao redor de San Gimignano também é de tirar o fôlego. Dali se pode ver longas colinas verdes, repletas de ciprestes, pés de oliveiras e parreiras. Aqueles cenários típicos dos melhores cartões-postais da Toscana.


Alguém tem dúvida de que San Gimignano merece uma visita?


Saúde!