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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Vinho, algodão doce e Blubell

Seguindo com as harmonizações enomusicais promovidas pelo Winebar e pela Wines of Argentina, o outro vinho que recebi foi o Lagarde Rosé Blanc de Noir, 2012.


Elaborado com 50% de Pinot Noir e 50% de Merlot, esse vinho apresentou um tom avermelhado bem vivo, diferente dos rosés que, normalmente, tem tons de salmão. O aroma mais marcante foi aquele do açúcar meio queimadinho, quando se prepara um algodão doce! Mas notas de frutas vermelhas aparecem também, principalmente morangos e cerejas.

Na boca tem média persistência, notas de frutas vermelhas e um final de boca adocicado que, mais uma vez, me remeteu ao algodão doce da infância!

Diante desse quadro, a canção que escolhi, dentro da playlist dos organizadores da degustação, para harmonizar com esse vinho foi "Música", da Blubell.


Por que escolhi essa canção? Por um simples motivo: o aroma de algodão doce, somada a nota adocicada do final de boca do vinho, me fez lembrar imediatamente quando eu era criança e escutava a corneta do vendedor de algodão doce que passava em minha rua... Lembro que ele passava com aquele monte de algodões coloridos, como um arco-íris em suas mãos.

Visão nostálgica de um passado feliz, daqueles que daríamos qualquer coisa para poder reviver.

A música de Blubell me traz o mesmo ar nostálgico: De uma uma infância/ juventude leve, bem vivida, de mocinhos com gel no cabelo e de mocinhas com seus vestidos esvoaçantes... Tudo tão doce, como o final de boca desse vinho, tão doce como o aroma de algodão doce, tão doce como a voz de Blubell.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Mercedes Sosa e vinho de sobremesa: Potência e doçura!

No mês de dezembro aconteceu um Winebar pra lá de diferente: Com o apoio da Wines of Argentina, cada blogueiro convidado recebeu duas garrafas de vinhos, com a proposta de harmoniza-lo com música! E, como você já leu por aqui, música e vinho é o tipo de harmonização que adoramos!

Aceitamos o desafio e aqui vai a nossa primeira harmonização:

Enviaram-me o vinho de sobremesa Dolcissimo by Omnium, da Viniterra.


Quem me conhece sabe que só bebo vinho de sobremesa em casa. Gosto de, ao degusta-lo, estar em silêncio, pensando na vida, ou lendo um livro, ou ainda escutando uma boa música. Não tem por onde, em minha mente, vinho de sobremesa é vinho de meditação e, para isso, preciso estar eu e eu mesma.

Não tive dúvidas ao prova-lo: com suas notas de frutos secos, damasco, pera e maçã, associando doçura e acidez, pensei, refleti, relaxei e selecionei a música "Gracias a la vida", de Mercedes Sosa para a harmonização. Confesso que ficou perfeito!

Assim como o vinho de sobremesa, a canção de Mercedes Sosa nos leva à reflexão da vida: os momentos bons, ruins, felizes e tristes, sentimentos inerentes à vida de qualquer pessoa. Uma música de ritmo leve, mas bem marcado, com uma voz única e intensa. Assim como uma garrafa de vinho e a vida de cada um de nós: singular!

Sentada ao sofá, escutando a canção, refletindo a vida, relembrando momentos... Esse encontro foi além do enomusical. A voz de Mercedes Sosa funciona como porta-voz de angústias e anseios humanos e o vinho também traz à tona esses sentimentos.  

"Gracias a la vida" é uma canção que nos emociona porque, apesar das dificuldades e das lutas diárias, alimentamos nossa alma e renovamos nossas energias. Faz pensarmos em tudo o que temos e quão gratos devemos ser.

Uma voz que, como o vinho, é doce, mas tem potencia e força!


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Champagne Maxime Blin

Maxime Blin pertence à quarta geração de uma família produtora de champagne. Seu bisavô cultivava as uvas e as vendia; seu avô começou a fazer champanhe, e seu pai implementou a vinícola com todos os equipamentos necessários para fazer um dos melhores champagnes que provei neste ano de 2013.

Recentemente Maxime Blin esteve no Brasil divulgando seus produtos, que são importados pela Vinea. Em uma dessas divulgações pelo país, ele participou do Winebar (Não conhece o Winebar, clique aqui).

O champagne que degustamos foi o Maxime Blin Brut Rosé, elaborado 100% com a casta Pinot Noir. 


O que impressiona, logo que você retira a rolha, são os aromas de frutas vermelhas que escapam da garrafa. Na sequência, a cor atijolada, alaranjada nos faz delirar. O perlage mostrou-se delicado e persistente. 


Na boca, notas de frutas vermelhas e frutas secas são o grande destaque. Harmonizei com queijo brie quente e caramelo e ficou espetacular. Também fiz uns aspargos assados com azeite, mas (previsível) não combinaram com o vinho.

O grande diferencial da Maxime Blin, além de elaborar champagnes com as uvas dos próprios vinhedos, produzem, em torno de 100 mil garrafas ao ano, enquanto que as marcas conhecidas do grande público, produzem na casa dos milhões de garrafas. Ou seja, trata-se de um produto realmente diferenciado, um pequeno produtor preocupado com a qualidade e não com a quantidade. 

O preço? R$273. Vale o investimento!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Espumante para iniciar as comemorações de final de ano!

As comemorações de final de ano estão chegando! Começam aí uma sequência de brindes incríveis: é brinde com amigos do trabalho, com amigos da infância, com amigos da faculdade, com a família e mais um monte de outros "tim-tim" que serão feitos até o Réveillon

Eu já comecei a fazer meu estoque de espumantes afinal, adoro sempre levar uma garrafa comigo para essas comemorações... Acho gentil e agradável você chegar com um espumante geladinho na casa do anfitrião - isso demonstra a vontade de querer brindar junto de pessoas especiais.

A dica do espumante dessa semana é o novíssimo Salton Intenso Brut.


A Salton, que acaba de investir em uma nova linha de vinhos e espumantes, a linha Intenso, traz esse espumante como um membro desse portfólio.

Elaborado com a casta Malvasia, através do método charmat, ele apresentou aromas iniciais de moscatel, lavanda, flores brancas e um toque frutado bem leve. Na boca mostrou elevada acidez, uma nota doce bem discreta e uma média persistência.

É aquele tipo de espumante que chega às taças para agradar em geral! O preço? Em torno de R$ 30,00! 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

E na caixa tinha um vinho do Priorat!

A algumas semanas atrás participei de um Winebar, em parceria com a World Wine, sobre a Península Ibérica. Diferente das outras vezes, não recebemos o mesmo vinho para debatermos; cada jornalista/ blogueiro recebeu um vinho de um região diferente, com características bem peculiares.

Estava ansiosa por receber meu rótulo. Quando a caixa chegou descobri que o meu vinho era um espanhol, da famosa região do Priorat! O vinho em questão era o Artigas 2006.


Ao abri-lo percebi que seus aromas estavam bem fechados. Coloquei-o na taça e o deixei ali por 1 hora e meia. O vinho, que começou com uma bomba de frutas vermelhas maduras, evoluiu para toques de couro, pau de galinheiro, especiaria, fruta, ou seja, bastante complexo! Na boca, a acidez surpreendeu, notas de frutas, leve tosta, tanino elegante, fino, boa persistência deixaram o vinho perfeito para ser bebido já!

Harmonizado com uma carne no forno ficou muito bom! Recomendo!

Por falar em Winebar, na próxima terça-feira haverá uma degustação com a linha Intenso, da Salton, às 20h. Não perca!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A harmonização do Winebar com os vinhos da Wines of Chile

Quem assistiu ao debate do Winebar percebeu que, por diversas vezes, comentamos sobre as harmonizações que estávamos realizando. E, como falei no post anterior, aqui em casa pensamos bastante nisso.

Iniciamos os trabalhos com o espumante Santa Digna Estrelado Rosé Brut, do produtor Miguel Torres.


Elaborado 100% com a uva País, esse espumante rosado - elaborado pelo método champenoise - apresentou aromas intensos de frutas vermelhas, além de um toque de brioche. Muito frescor, equilíbrio, leveza e uma acidez especial tornaram esse espumante perfeito para a harmonização com alguns sushis e sashimis de salmão. Em torno de R$75,00 na Wine.

Tudo rosa por aqui!

Na sequência fomos com o Terrunyo Sauvignon Blanc 2011, da gigante Concha y Toro. Confesso: Foi o melhor vinho da noite e um dos grandes brancos que provei neste ano.


Aromas frescos e complexos: notas florais, cítricas, minerais e frutadas. Na boca apresentou muita acidez, elegância, gostinho de frutas brancas e uma boa persistência. Na harmonização se saiu muito bem com os sashimis, mas a perfeição foi a Insalata di Mare (a minha viagem para a Itália está exercendo forte influência sobre mim! rsrsrsr)


O melhor de tudo é que não dá nenhum trabalho para preparar e fica uma delícia!

Os sabores da comida e do vinho se integraram fortemente. Eis aqui uma harmonização para você repetir diversas vezes, pois é garantia de sucesso! O vinho não é dos mais baratos - custa em torno de R$120,00 - mas vale a pena o investimento.

Na mesa ainda tinha uma saladinha de Prosciutto & Melone (estou falando que essa viagem tá rendendo!)


Mas a harmonização não foi tão boa assim afinal, o presunto cru sempre complica um pouquinho a nossa vida, justamente por conta da gordura e por ser muito salgado.

Ainda faltavam três rótulos para serem degustados, todos tintos! Fizemos uma pausa, trocamos os pratos, as taças e retomamos as análises, que conto pra vocês no próximo post!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Wines of Chile no Winebar: simplificando a vida de quem bebe vinhos

Há pouco mais de duas semana, fui convidada a participar de mais um Winebar apenas com vinhos chilenos.


Fiquei entusiasmada afinal, seria uma grande oportunidade para aprender sobre as novas subdenominações de origem dos vinhos chilenos. Sim, a Wines of Chile - instituição que representa as vinícolas chilenas - a fim de simplificar a compreensão de suas regiões produtoras, redesenhou suas classificações, que ficaram assim estabelecidas:

COSTA (em azul no mapa) - Recebe influência direta do Oceano Pacífico. Apresenta temperaturas mais baixas, favorecendo um amadurecimento mais lento das uvas, que implicam em vinhos mais frescos.

ENTRE CORDILHEIRAS (em verde no mapa) - Região que recebe influência menos intensa da cordilheira e do mar - já que está afastada de ambos. Produz vinhos mais elegantes e estruturados.

ANDES (em laranja no mapa) - Região definida pela altitude, que permite um maior controle em relação às temperaturas afinal, quanto mais alto, mais frio.


Ou seja, o Winebar foi prá lá de especial: com uma hora de duração, pudemos degustar, comentar sobre as novas resoluções e, claro, abordar as características dos cinco vinhos que estávamos experimentando. 

Como recebi as garrafas com certa antecedência, eu e minha mãe pensamos em um cardápio harmonizado com os vinhos. Juntei a família e sentamos à mesa, na companhia do notebook, para registrar todas as nossas impressões.

O cardápio e cada um dos vinhos harmonizados você lê no próximo post!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Sul-africanos de qualidade e com preço pra lá de bom!

O Taças e Rolhas mais uma vez foi convidado a participar do Winebar - aquela deliciosa degustação on-line que você, leitor, já teve a oportunidade de ler por aqui.

Dessa vez, com o apoio da importadora Ravin, degustamos dois vinhos sul africanos da empresa House of Mandela.

A House of Mandela é uma marca criada pela família de Nelson Mandela, que tem licenciado vários produtos nos últimos anos. A empresa realiza um interessante e bonito trabalho: parte dos lucros obtidos com a venda dos vinhos são utilizados na fundação que leva o nome de Mandela, dedicado ao auxílio das famílias em dificuldades na África. 

Apesar da digna atitude, a família vem recebendo várias críticas, já que muitos acreditam que se está explorando o nome de um homem famoso, símbolo de decência e caráter. Brigas à parte, posso afirmar que os vinhos são muito bons. Vamos a eles:

O primeiro foi o Sauvignon Blanc Thembu Collection 2012, saborosíssimo.


Com coloração amarelo palha e reflexos esverdeados, esse vinho apresentou aromas cítricos e de frutas brancas, principalmente maçã-verde (meu sabor preferido) e pera. Na boca mostrou bastante frescor, acidez crocante e um toque de erva-doce bem legal. 

Em breve, quero fazer um camarão ao molho de laranja e harmonizar com esse rótulo. Hummmmmm... Será que harmoniza? Post em breve!

O segundo vinho foi um Pinotage - uva típica da África do Sul, nascida do cruzamento da Pinot Noir e da Cinsault, também conhecida como Hermitage. O nome Pinotage vem justamente dessa união: Pinot+ hermitage.


O Pinotage Thembu Collection 2012 apresentou coloração vermelho intenso e reflexos ligeiramente violáceos. Extremamente aromático - sabe aquele vinho que só de abrir você já cria boas expectativas pelos aromas que escapam da garrafa - notas de caramelo, café, flores secas e ameixa preta. Na boca apresentou taninos bem marcados, mas de qualidade, médio corpo e boa acidez.

Repararam nos rótulos? Olha lá de novo que eu espero (rsrsrs). Eles fazem referência às estampas das clássicas camisas utilizadas pelo querido Madiba - tem até a gola em 'V'.

E o precinho? R$49 tanto o branco quanto o tinto, lá no site da Ravin. Vale cada centavo, pode apostar!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Herdade do Rocim no Winebar!

Sumi, mas estou viva, ainda! hahahahah... Mas vamos ao que interessa, não é mesmo?

Na noite de anteontem aconteceu mais um Winebar (em parceria com a importadora World Wine) e, claro, que o Taças e Rolhas compareceu!

A vinícola participante desta vez foi a Herdade do Rocim. Vinícola portuguesa, situada no Baixo Alentejo, que possui um arquitetura surpreendente e vinhos mais incríveis ainda. Vale clicar no link! Você vai se encantar com o lugar.

A apresentação do Winebar foi guiada pelo Daniel Perches, do blog Vinhos de Corte, que entrevistou a enóloga Catarina Vieira. Com bate-papo delicioso e mais um monte de aprendizado adquirido, degustamos dois rótulos da vinícola.

Pensei em escrever sobre os dois hoje, mas optei por comentar o vinho que mais me surpreendeu, justamente pela característica moderna da bebida. 


Olho de Mocho Reserva 2009 é elaborado com as uvas Syrah, Touriga Nacional e Alicante Bouchet, passa por 12 meses em barricas de carvalho (80% francesa) e estágio em garrafa durante 6 meses antes de ser comercializado.

Na taça apresentou um coloração violácea intensa. No nariz, em um primeiro momento apresentou características de vinhos do novo mundo: explosão de frutas negras maduras, especiarias, cacau. Um tempo depois de aberto ele modificou bastante: frutas vermelhas frescas, as mesmas especiarias, um toque defumado, flores secas... Surpreendente! Os taninos são marcantes, mas bem amaciados.

Ah, antes que me esqueça: Olho de Mocho é o nome de uma flor típica da península ibérica. Ela recebe esse nome, pois se assemelha ao olho da coruja (mocho para os portugueses)

Linda 1

Linda 2

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Voyeur...

Dando sequência ao post anterior, depois do vinho Bastardo, fomos para o Voyeur.

Esse rótulo também segue o mesmo conceito que os demais vinhos da Wine With Spirits - vinho para ser bebido nas mais diversas situações. Veja só o breve texto que aparece no contra-rótulo dessa garrafa:

"Já se sentiu observado?
No trânsito, no escritório, pela janela do seu quarto? De certeza que em alguma ocasião alguém tinha os olhos postos em si. Ninguém lhe tocou, mas foi alvo de desejo sem saber.
À sua frente tem um objecto de prazer. Olhe bem... Não resista à provocação! Toque, sinta, cheire e beba. Não vai ter muitos momentos assim."


Inusitado, não é mesmo? Mas vamos às impressões - elaborado com as castas Castelão (48%), Touriga Nacional (28%) e Touriga Franca (24%), esse vinho se mostrou bastante aromático e sedutor: aromas de frutas vermelhas, pimenta, um leve tostado e azeitonas pretas. Na boca mostrou-se suculento, com bastante notas de frutas vermelhas. Vinho fácil de beber! Harmonizei com filet mignon grelhadinho e ficou ótimo... 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Bastardo, mas delicioso!

Na noite de terça-feira aconteceu mais um Winebar. Os vinhos da vez foram os portugueses "Bastardo" e "Voyeur", da linha Wine With Spirits, trazidos pela importadora abflug.

Nomes curiosos, não é mesmo? Pois é, a Wine With Spirits criou esses produtos, justamente com a ideia de fazer do vinho algo despretensioso, para ser bebido nas ocasiões mais inusitadas e, o melhor, sem cerimônias. E vou dizer uma coisa, eles conseguiram!

O primeiro que degustamos foi o "Bastardo 2010"


Que cor linda, não? E esse rótulo? Já não bastasse a inscrição "Bastardo", eles vão além e colocam uma poesia na sequência, como se fora o brinde necessário para expurgar o bastardo da sua vida... Quase como uma catarse!!

Vamos ao vinho: Da região de Setúbal, esse rótulo foi produzido a partir das castas Castelão (45%), Aragonez (25%) e Trincadeira (30%). No nariz apresentou aromas bem frutados, principalmente de cereja. Na boca mostrou médio corpo, notas de frutas vermelhas e média acidez. Confesso que essa falta de acidez me incomoda um pouco. Mas o mais legal de tudo é perceber como paladar é algo pessoal: Degustei esse vinho junto dos meus pais, irmãos e marido e todos eles, sem exceção, foram categóricos - "Nossa!! Que vinho delicioso!".

Vinho bem feito, correto, feito para um momento de descontração com amigos, familiares, em um final de tarde, para brindar à vida! 

No próximo post, vamos com o "Voyeur"!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Winebar e Vollereaux: minhas impressões!

Ontem à noite, conforme divulgado no post anterior, aconteceu o Winebar. Confesso que foi uma experiência muito legal! Preparei as comidinhas que queria testar com os champagnes e, às oito horas da noite, em ponto, estávamos com o notebook e o Ipad sobre a mesa, comendo, bebendo e digitando as impressões.

É, a tecnologia está mesmo dominando tudo! Quer coisa melhor do que você poder beber e comentar, em tempo real, com os amigos e ainda poder tirar dúvidas com o produtor do vinho? É uma aula virtual, da mais alta qualidade.

Os champagnes degustado no Winebar de ontem foi do produtor Vollereaux, trazidos pela importadora Chez France (tem post sobre eles aqui).


Minha proposta foi harmonizar os rótulos Brut e Rosé com as seguintes comidinhas: Arroz selvagem e um refogado de tomates e palmito; shimeji refogado na manteiga e molho shoyu; queijos camembert e brie e, por fim, morangos. Mas vamos às estrelas da noite e as minhas impressões:

O champagne Vollereaux Brut é elaborado com 1/3 de cada tipo de uva (Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay), também é um blend de vinhos dos anos 2005, 2006 e 2007. Na taça mostrou um amarelo palha bem clarinho, com perlage constante e bem fino. Notas frutadas se destacaram (principalmente abacaxi e melão), assim como notas de panificação e cítricos. Observei uma notinha amoniacal (aquela do queijo brie fabricado a mais tempo, sabe?), bem ao fundo. A acidez e o frescor me ganharam (sempre me ganham, né?). Na boca mostrou acidez, frescor, além de ser leve e ter uma boa persistência. O melhor de tudo? O preço - Essa garrafa custa R$131,00. 

Na harmonização com as minhas comidinhas, o que melhor combinou com o Brut foi o queijo Camembert (perfeito, já dizia Saul Galvão!) e com o arroz selvagem (o champagne ressaltou ainda mais as notas terrosas e de chá mate do arroz). 

Na sequência abrimos o Rosé de Saignée, que foi elaborado 100% com a Pinot Noir e que alcança uma coloração cereja, com traços alaranjados (cor de pôr do sol, como eu gosto de falar) graças ao contato com as cascas das uvas por apenas 17 horas e nada mais.

No nariz, aromas de frutas vermelhas, principalmente cereja, e notas de panificação. Na boca, mostrou bastante persistência e as notas de frutas vermelhas se repetiram. Na harmonização, se saiu melhor com o arroz selvagem e com os morangos.

O melhor de toda essa experiência? Saber que é possível comprar champagnes de qualidade, com um preço inferior ao praticado por aí. Para que fique mais claro: O Vollereaux Brut tem características de um champagne de entrada. Se compararmos com os outros champagnes de entrada de maisons famosas, fico com a Vollereaux facilmente, que tem melhor preço e uma excelente qualidade.