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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Risotto de Alcachofra e vinho


Estava maluca para comer risotto de alcachofra! Isso porque eu amo risotto, amo alcachofra, e porque unir esses ingredientes me pareceu perfeito... Além do mais, aquele frescorzinho da alcachofra me faz suspirar, adoro ficar com aquele gostinho na boca, que só ela tem (enquanto digo isso posso sentir o sabor!! Meu deus, isso sim é memória gustativa!!!)

Comprei corações de alcachofra em conserva, preparei um caldo de legumes e pronto! Para dar uma corzinha, refoguei uns tomates grapes! Era hora de provar o resultado!

O risotto ficou tão sem graça! Meio sem gosto, sabe... Só conseguia sentir o sabor da alcachofra quando a mordia. Achei que seu sabor fosse se espalhar, incorporar ao prato, mas isso não aconteceu... A harmonização que era o meu terror afinal, harmonizar vinho e alcachofra é tarefa difícil, acabou nem sendo tão difícil assim, já que a comida nem tinha tanto gosto!

O eleito foi o australiano Bleasdale Verdelho 2009.
O rótulo é uma foto da família Potts
Esse vinho, elaborado quase 100% com a uva Verdelho (quase porque, lendo a ficha técnica, o enólogo explicou que foi necessário acrescentar um pouquinho de Sauvignon Blanc para dar um pouco de acidez ao vinho, já que 2009 foi um ano muito quente na Austrália) surpreendeu. Comprei sem grandes expectativas, lá na Casa Flora e confesso que adorei!

Fresco, leve, com aromas e sabores de frutas bastante frescas, esse vinho causou admiração... Na boca mostrou uma acidez quase crispy. Bem geladinho, com um peixinho, deve ficar espetacular! Com o meu risotto sem gosto, ele fez muita coisa: conseguiu salvar o jantar!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Pasta negra com vinho australiano, será que combina?

Almoço de domingo definido: Macarrão negro com molho bechamel, camarões refogadinhos no alho e uma redução de aceto balsâmico por cima... Delícia!


Eu já havia feito esse prato só que com lulas (não leu, clique aqui) e havia comentado que tinha a intenção de fazer com camarões. De fato, o prato ficou muito melhor!! O aceto balsâmico reduzido dá um gostinho incrível... um azedinho caramelizado que eu adoro!

Como meu pai não come molho bechamel, preparamos um molho de tomates para o prato dele. Ele garante que fica muito melhor...


Para harmonização escolhemos o vinho branco australiano, da região de Barossa Valley, Expatrié 2006 da Colonial Estate, elaborados com a uva Semillon (85%) e Riesling (15 %), que eu adquiri na Grand Cru.


Uma palavra para defini-lo: DIVINO!! Na taça um amarelo intenso. No nariz, aromas minerais (como gasolina), notas de maçã, um pouco de manteiga (talvez!). Na boca, uma untuosidade incrível, bom corpo, com acidez perfeita para aguentar o molho branco e com um retrogosto de mel, bem delicado, como mel de laranjeira... Os goles após o macarrão foram os mais saborosos, pois o vinho cresceu na boca, intensficando os sabores... Ah, inesquecível! Desse jeito é bom demais começar a semana!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Syrah ou Shiraz?

A Syrah é uma das mais antigas uvas que se conhece. É a variedade que deu fama aos vinhos do norte do Rhône, na França, como o Hermitage. Atualmente, é muito plantada no sul da França, do Rhône ao Languedoc.

Típica de climas quentes, teve excelente adaptação na Austrália, onde é grafada Shiraz. É considerada a uva símbolo australiana, responsável por seu famoso tinto, o Penfolds Grange.

E, inspirada por toda essa história, decidimos abrir uma garrafa (recém comprada na Grand Cru) de Shiraz australiano: Explorateur 2006, The Colonial Estate.


Esse vinho, da região de Barossa Valley (reconhecida como a principal região vinícola da Austrália), não foge do estilo australiano de fazer vinho: muita potência. De coloração vermelho intenso, com reflexos negros, esse vinho apresentou aromas muito intensos de especiarias, couro, terra e frutas negras. Na boca, muita potência e elegância, além de muita persistência. 

Depois de um tempo aberto os aromas de frutas se intensificaram e o retrogosto de tabaco tornou-se ainda mais marcante.

Confesso que foi um dos melhores australianos que já provei. A harmonização foi feita com strogonoff... e claro, ficou perfeito! O vinho combinou com a untuosidade do molho...

Esse vinho é daqueles que preciso comprar uma caixa!!!!! Urgente!!!!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Enchanteur 2006

Há tempos que queria preparar uma massa seca à base de tinta de lula... Em minha última ida à Casa Flora  eu trouxe um pacote dessa massa, mas sempre tive dúvidas de como preparar e quais ingredientes utilizar.
Em uma conversa com Rodrigo Albernaz (professor e amigo) ele sugeriu que eu a preparasse com um molho bechamel, lulas e, para finalizar, uma redução de aceto balsâmico. Achei a sugestão incrível, mas achei que não fosse dar conta do recado.
E o tempo foi passando, passando, até que chegou o momento de encarar o desafio. Neste último domingo decidi preparar a pasta “à moda Albernaz”. E não é que ficou excepcional! Meus pais, meus irmãos e meu marido adoraram... Receita aprovadíssima! Achei que não conseguiria deixar a lula em um ponto bom, mas lendo o blog da Marcele, o “Cozinha Pequena”, me senti mais confiante e encarei o desafio dos anéis de lula... e deu tudo certo. Isso, sem falar na redução de aceto balsâmico, que deu um adocicado delicioso ao prato.

Para o almoço ficar completo, só faltava um vinho que encarasse e desse conta desses sabores todos... O escolhido foi o rosè australiano (recém adquirido na Grand Cru) Enchanteur 2006, The Colonial Estate, da famosa região de Barossa Valley.
Elaborado 100% com a uva Grenache, esse vinho com coloração de pôr-do-sol apresentou aromas bem minerais, levedura, um pouco de grama cortada, pimenta e flores... Na boca, excelente corpo, boa persistência, notas de frutas vermelhas e um frescor delicioso.
A harmonização ficou excelente, pois a acidez do vinho agüentou a gordura do molho branco e das lulas! Outro vinho que deve combinar muito bem com esse prato é um Riesling da Alsácia, ou um Sauvignon Blanc da Nova Zelândia...

Com certeza vou repetir esse prato, substituindo as lulas por camarões e testar esses vinhos... Que trabalho difícil! Olha só o que eu não faço pelos meus leitores!!!!

domingo, 24 de outubro de 2010

Element 2004

O jantar desta última sexta-feira teve como entrada queijo brie aquecido e damascos. Um espumante aqui ficaria incrível, mas eu e meu marido decidimos beber apenas com o prato principal afinal, acordaríamos cedo no sábado!
Para jantarmos preparei um risoto de tomate seco com mussarela de búfala e manjericão e para harmonizar escolhemos o vinho australiano Element 2004 (com 69% Syrah, 17% Cabernet Sauvignon , 7% Cabernet Franc e 6% Merlot).

O vinho se mostrou muito equilibrado e bastante complexo. No aroma tinha notas de frutas vermelhas maduras, um pimenta negra, um mentolado e um pouco de coco (o vinho passa em barrica de carvalho americano e francês). No paladar as frutas vermelhas maduras e a pimenta negra ainda persistiam. Os taninos se mostraram bem delicados.
A harmonização ficou bacana, mas acho que com uma carne ficaria mais interessante afinal, o vinho tem um sabor bem marcante. 


Mas o mais interessante disso tudo é o fato da garrafa não ter rolha e sim, a famigerada "screw cap". É incrível perceber que mesmo com 6 anos de garrafa, o vinho apresentava-se incrivelmente bem conservado. Precisamos perder esse preconceito com a tampinha!!! É claro que a rolha tem todo um charme, todo um clima e um ritual para retirá-la. Mas não podemos considerar a screw cap como algo inferior.