segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

"O vinho não envelhece, ele se fortalece!"

Essa frase do título foi uma das grandes lições que adquiri ao conhecer a vinícola Cave Geisse. Mas antes de explicá-la, vamos "começar do começo".

No último post afirmei que uma grande surpresa começava a se arquitetar. Orestes, assessor de imprensa do Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho) conseguiu agendar uma visitação na Cave Geisse, mas só recebemos essa notícia minutos antes de chegarmos lá... Essa já era uma grata surpresa para todos nós, que não esperávamos por essa oportunidade. Quando lá chegamos, o Sr. Mario estava nos esperando! Sim, por essa ninguém esperava. 



A vinícola Geisse foi fundada em 1979 pelo enólogo e engenheiro agrônomo Mario Geisse. Esse chileno veio para o Brasil para ser responsável pelo projeto da Chandon quando esta ainda era uma sociedade entre o grupo brasileiro Monteiro Aranha, a Cinzano do Brasil, e a Möet Chandon da França. Isso foi em janeiro de 1977. Conhecendo a região do Vale dos Vinhedos (especificamente a região de Pinto Bandeira) percebeu que se tratava de uma boa área para o plantio de uvas. Comprou uma área para produzir uvas primeiramente, mas depois resolveu experimentar elaborar um espumante pelo método tradicional. Gostou tanto do resultado que decidiu criar a sua própria vinícola.

E que vinícola! Simpático como só ele, fez questão de nos acompanhar durante toda a visitação, não só mostrando, mas também explicando todo o processo de elaboração dos seus espumantes. Uma aula e tanto. Duas horas de conversa com o Sr. Mario nos traz a absoluta certeza de que quando trabalhamos com afinco, com vontade de ser o melhor, os objetivos são alcançados.


Explicou o método utilizado no trato dos vinhedos (o TPC -Thermal Pest Control - uma máquina de jato de ar quente que sai a 200 km/h a 130ºC. É o que há de mais moderno no tratamento de uvas), além de dar detalhes de como se dá o processo de produção. Disse que cada parcela do vinhedo é fermentado separadamente, a fim de se identificar um terroir. Depois dessa fermentação é feita uma degustação às cegas das bases dos espumantes e então, selecionam quais darão origem aos seus já famosos rótulos. Afirmou também que a colheita 2013 já foi encerrada, pelos motivos já comentados em posts anteriores: Sol intenso levou a um brotamento antecipado.

No final da visitação nos convidou para irmos até a casa da vinícola, e abriu uma garrafa magnum Cave Geisse Brut 1998. Simplesmente delicioso e inesquecível. O espumante estava tão bom que decidimos comprar uma garrafa para levarmos para o hotel, na tentativa de eternizar aquele instante.


Com coloração amarelo ouro, aromas de frutas, flores, castanhas e mel, o vinho estava incrivelmente refrescante e saboroso. Acidez equilibrada e bastante complexidade na boca. Foi nesse momento em que comentamos o quanto o vinho estava bom e o Sr. Mario afirmou, categoricamente: "o vinho não envelhece, ele se fortalece!"

Que tarde inesquecível!





Fotos: Gilmar Gomes

3 comentários:

  1. Evelyn,

    Belo post, recheado de imagens incríveis! Nos faz pensar o pouco que sabemos sobre vinhos e o quanto ainda podemos aprender.

    Beijos,

    Victor

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    1. A mais pura verdade, Victor!
      Grande beijo!

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  2. Boa noite, gostava de saber quanto pode custard uma garrafa de cinzano dry vermute numerada 88116-serie 51

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